Diabetes Mellitus Tipo 2 - aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico

Authors

  • Vitor Cardoso dos Santos
  • Ana Luíza Cardoso Rodrigues
  • Brenda Carolina Rodrigues Cajazeira
  • Caroline Anastácio Ferrari
  • Gabriela Cristina Libanio
  • Thays Lacerda Sanabria
  • Alice de Faria Guimarães
  • Yasmin Bulkool Isaac

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv9n3-058

Keywords:

Diabetes Mellitus, insulina, diagnóstico, fisiopatologia, manejo

Abstract

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma síndrome metabólica global em ascensão, caracterizada por resistência à insulina e níveis elevados de glicose no sangue. Quanto à epidemiologia, é um problema de saúde pública em rápido crescimento, com prevalência estimada de 90-95% dos pacientes diabéticos. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) preveem que 693 milhões de adultos vivendo com a patologia até 2045. Sua prevalência é maior em pessoas do sexo masculino, mais suscetivel em etinia asiática e predominante na população urbana. Quanto à fisiopatologia, DM é um distúrbio metabólico caracterizado por hiperglicemia crônica, que pode levar a complicações agudas e crônicas. Os tipos mais comuns são Diabetes Mellitus Tipo 1 (DM1), o Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) e o Diabetes Mellitus Gestacional (DMG). Quanto às manifestações clínicas, os pacientes portadores de DM2 frequentemente não apresentam sintomas na fase inicial, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando presente, os sintomas da DM2 incluem poliúria, polidipsia, polifagia, formigamento e perda de peso não intencional. Estes sintomas também estão presentes na DM1. Sua identificação depende de uma anamnese minuciosa, um exame físico bem detalhado e exames complementares. Para diagnóstico definitivo, lança-se mão da glicemia plasmática de jejum, teste oral de tolerância à glicose (TOTG), hemoglobina glicada (A1c) e glicemia ao acaso, fornecendo mais detalhes com melhor acurácia para, juntamente com os dados clínicos, obter o diagnóstico. Já a abordagem terapêutica, apresenta-se através do manejo farmacológico e mudança de hábitos e estilo de vida. Existem quatro grupos principais de medicamentos antidiabéticos: biguanidas, secretagogos de insulina, sensibilizadores de insulina e insulina ou seus análogos que vão atuar com mecanismos diferentes para controlar o diabetes.

References

ARTASENSI, A. et al. Type 2 Diabetes Mellitus: A Review of Multi-Target Drugs. Molecules, v. 25, n. 8, p. 1987, 23 abr. 2020.

ELLER-VAINICHER, C. et al. Pathophysiology and Management of Type 2 Diabetes Mellitus Bone Fragility. Journal of Diabetes Research, v. 2020, p. 1–18, 23 maio 2020.

GALICIA-GARCIA, U. et al. Pathophysiology of Type 2 Diabetes Mellitus. International Journal of Molecular Sciences, v. 21, n. 17, p. 6275, 30 ago. 2020.

JING, X. et al. Related factors of quality of life of type 2 diabetes patients: a systematic review and meta-analysis. Health and Quality of Life Outcomes, v. 16, n. 1, 19 set. 2018.

KANALEY, J. A. et al. Exercise/Physical Activity in Individuals with Type 2 Diabetes: A Consensus Statement from the American College of Sports Medicine. Medicine & Science in Sports & Exercise, v. 54, n. 2, p. 353–368, fev. 2022.

KHAN, R. et al. From Pre-Diabetes to Diabetes: Diagnosis, Treatments and Translational Research. Medicina, v. 55, n. 9, p. 546, 29 ago. 2019.

KHOSLA, S. et al. Update on the pathogenesis and treatment of skeletal fragility in type 2 diabetes mellitus. Nature Reviews Endocrinology, v. 17, n. 11, p. 685–697, 13 set. 2021.

KUŁACZKOWSKA, Z. M. et al. Metformin in patients with type 2 diabetes mellitus and heart failure: a review. Endokrynologia Polska, v. 72, n. 2, p. 163–170, 30 abr. 2021.

LANDGRAF, R. et al. Therapy of Type 2 Diabetes. Experimental and Clinical Endocrinology & Diabetes, v. 127, n. S 01, p. S73–S92, dez. 2019.

PEER, N.; BALAKRISHNA, Y.; DURAO, S. Screening for type 2 diabetes mellitus. Cochrane Database of Systematic Reviews, v. 2020, n. 6, 29 mai. 2020.

PETERSMANN, A. et al. Definition, Classification and Diagnosis of Diabetes Mellitus. Experimental and Clinical Endocrinology & Diabetes, v. 127, n. S 01, p. S1–S7, dez. 2019.

RACHDAOUI, N. Insulin: The Friend and the Foe in the Development of Type 2 Diabetes Mellitus. International Journal of Molecular Sciences, v. 21, n. 5, p. 1770, 5 mar. 2020.

SAMPATH KUMAR, A. et al. Exercise and insulin resistance in type 2 diabetes mellitus: A systematic review and meta-analysis. Annals of Physical and Rehabilitation Medicine, v. 62, n. 2, p. 98–103, mar. 2019.

SHUBROOK, J. H.; CHEN, W.; LIM, A. Evidence for the Prevention of Type 2 Diabetes Mellitus. Journal of Osteopathic Medicine, v. 118, n. 11, p. 730–737, 1 nov. 2018.

SUNIL, B.; ASHRAF, A. P. Dyslipidemia in Pediatric Type 2 Diabetes Mellitus. Current Diabetes Reports, v. 20, n. 10, 9 set. 2020.

SZMUILOWICZ, E. D.; JOSEFSON, J. L.; METZGER, B. E. Gestational Diabetes Mellitus. Endocrinology and Metabolism Clinics of North America, v. 48, n. 3, p. 479–493, set. 2019.

VALAIYAPATHI, B.; GOWER, B.; ASHRAF, A. P. Pathophysiology of Type 2 Diabetes in Children and Adolescents. Current Diabetes Reviews, v. 16, n. 3, p. 220–229, 20 mar. 2020.

XU, H.; VERRE, M. C. Type 2 Diabetes Mellitus in Children. American Family Physician, v. 98, n. 9, p. 590–594, Nov. 2018.

Published

2023-03-07

How to Cite

dos Santos, V. C., Rodrigues, A. L. C., Cajazeira, B. C. R., Ferrari, C. A., Libanio, G. C., Sanabria, T. L., Guimarães, A. de F., & Isaac, Y. B. (2023). Diabetes Mellitus Tipo 2 - aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico. Brazilian Journal of Development, 9(3), 9737–9749. https://doi.org/10.34117/bjdv9n3-058

Issue

Section

Original Papers