Apendicite Aguda: aspectos etiopatogênicos, métodos diagnósticos e a apendicectomia videolaparoscópica como manejo
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n3-051Keywords:
Apendicite, apendicectomia laparoscópica, diagnóstico, tratamentoAbstract
A apendicite aguda consiste na inflamação do apêndice cecal, que ocorre em decorrência de uma obstrução luminal, a qual pode ser resultado da presença de fecalitos, fezes impactadas, corpos estranhos ou neoplasias. Devido a isso, há uma distensão do órgão e consequente transmissão nervosa intensa, a qual é responsável pela dor característica. Tal patologia pode ser classificada em complicada ou não complicada, a depender do estágio evolutivo do quadro, o que irá influenciar diretamente na decisão do manejo terapêutico mais adequado. Em virtude da variedade etiológica da apendicite aguda, a epidemiologia é bastante variada, e a incidência depende de diversos fatores, sendo que fatores genéticos e histórico familiar caracterizam condições que predispõem ao quadro. Além disso, a depender da etiologia da apendicite e da evolução do quadro, as manifestações clínicas e o prognóstico são diferentes. No que tange ao diagnóstico, esse é, frequentemente, realizado de maneira clínica, quando depara-se com a seguinte tríade: dor abdominal no quadrante inferior direito ou migratória, anorexia e náuseas e/ou vômitos. Todavia, ele pode ser confirmado através do exame físico, associado a parâmetros laboratoriais de inflamação e exames imagiológicos de ultrassom, tomografia computadorizada ou ressonância magnética sugestivos. O manejo terapêutico precoce é imprescindível, a fim de evitar possíveis complicações para o paciente. Sabe-se que a apendicectomia laparoscópica consiste no método padrão-ouro para o tratamento da apendicite aguda, devido a sua baixa invasividade, segurança e recuperação pós operatória mais rápida. Todavia, apesar dos benefícios, é de extrema relevância uma investigação pré operatória adequada, a fim de descartar possíveis diagnósticos diferenciais e evitar iatrogenia.
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