Avaliação do dimensionamento e do rendimento operacional das colhedoras financiadas pelo programa mais alimentos
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n2-054Keywords:
PRONAF, mecanização, ritmo operacionalAbstract
A inovação na agricultura, no atual processo produtivo, tem sido cada vez mais acelerado, desta forma, contribuindo para a modernização e avanço de produtividades no campo através de fatores como novas tecnologias, máquinas, produtos e cultivares. Desta forma, o dimensionamento das máquinas, observando as características das propriedades, como área e culturas desenvolvidas, se torna primordial, principalmente no aspecto econômico. O presente trabalho teve por objetivo realizar o dimensionamento operacional das colhedoras financiadas pelo PRONAF Mais Alimentos, considerando as demandas operacionais das mesmas, de acordo com dados informados pelos produtores. A Linha Especial de Crédito de Investimento para Produção de Alimentos, mais conhecida como PRONAF Mais Alimentos, sendo lançada pelo Plano de Safra 2008/2009, busca incrementar a produtividade, em resposta à alta nos preços dos produtos agrícolas, consequência da crise econômica mundial. Utilizou-se o método estatístico, sendo também utilizado o método quantitativo para entender a dimensão e análise dos dados, quantitativo na abordagem, pesquisa estatística como método de procedimento, tendo como técnica de coleta de observação direta extensiva, por formulário, e o cálculo do ritmo operacional e determinação do dimensionamento de máquinas nas técnicas de análise. O método selecionado para o planejamento do dimensionamento operacional utilizado foi o proposto Mialhe (1974), denominado Ritmo Operacional (RO) e Capacidade de Campo Teórica (CCT). As propriedades rurais do município de Novo Machado-RS pesquisadas, possuem áreas de 27 a 170 hectares, as quais possuem RO variando entre 0,22 a 2,11 ha h-1, na operação de colheita, o CCT para a mesma operação varia entre 1,28 a 4,14 ha h-1. Assim, analisando os resultados, verifica-se que no momento da aquisição das colhedoras, não foram avaliadas as reais necessidades da propriedade, como a área cultivada e as culturas, resultando, em todas as colhedoras analisadas, um superdimensionamento, ou seja, permanecem a maior parte do tempo ociosa, podendo, portanto, aumentar as áreas de cultivo ou prestar serviço a terceiros. Apesar de ser uma tarefa complexa, o correto dimensionamento do maquinário se torna fundamental na gestão de uma propriedade agrícola, pois contribui diretamente na sua saúde econômica e sustentabilidade.
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