Importância do reconhecimento dos diferentes tipos de violência obstétrica

Authors

  • Luiza Vieira Milo
  • Ana Paula Alves Cunha Vasconcelos
  • Brenda de Oliveira Tertuliano
  • Cinthia Ferreira Regis
  • Deise Gonçalves do Nascimento
  • Giovanna Marques Resende
  • Julia Rocha Franzosi
  • Laryssa Thompson Vieira Caires
  • Maria Luiza Lopes de Souza
  • Márcio Elon Ferreira de Souza Filho
  • Renata Dantas Arruda Cansanção
  • Simone Araújo de Oliveira Papaiz

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-398

Keywords:

parto humanizado, prevenção quaternária, parto normal, violência obstétrica

Abstract

O parto é considerado um momento transformador na vida de uma mulher, onde se encontra numa nova fase, com diversos significados, sendo um momento singular na vida de cada uma, a partir das suas diferentes culturas. Com a evolução da medicina e seus avanços, todo o processo que antes era natural, sofreu diversas alterações, tornando-se um processo hospitalar e medicamentoso. Num contexto geral, existem diversos tipos de violências consideradas pela Organização Mundial de Saúde, relacionado a violência obstétrica (VO) é caracterizada principalmente por um conjunto de atos de desrespeitos, abusos da pessoa humana e negligências contra a mulher e contra o bebê durante todo o processo do parto. Grande parte das mulheres acreditam que parte das práticas de VO, fazem parte do processo normal do parto, embora seja um tema comum de ser abordado, nota-se que diante da fragilidade feminina do momento, a VO inicia-se de forma institucional a partir de maus tratos por atendentes. Uma assistência bem realizada, que conta com profissionais capazes de executar um acompanhamento adequado, tem sido um fator de grande importância na redução de mortalidade materna. Notou-se que problemas psicológicos associados no pós-parto, não refletem apenas na mãe, mas sim em todos a volta que colaboram no suporte para a mãe e o bebê, a partir deste contexto, faz-se necessária a assistência pré-natal de forma qualificada e humanizada, por meio de um trabalho acolhedor, informativo e orientado, gerando promoção, prevenção e cuidados em geral, este papel vem sendo executado pela atenção primária a saúde.

References

ALMEIDA1A, Mayron Morais et al. Vivência e saberes das parturientes acerca da violência obstétrica institucional no parto. Revista Eletrônica Acervo Saúde/Electronic Journal Collection Health ISSN, v. 2178, p. 2091, 2018.

ANDRADE, Priscyla de Oliveira Nascimento et al. Fatores associados à violência obstétrica na assistência ao parto vaginal em uma maternidade de alta complexidade em Recife, Pernambuco. Revista brasileira de saúde materno infantil, v. 16, p. 29-37, 2016.

ARRAIS, Alessandra da Rocha; MOURÃO, Mariana Alves; FRAGALLE, Bárbara. O pré-natal psicológico como programa de prevenção à depressão pós-parto. Saúde e Sociedade, v. 23, p. 251-264, 2014.

BARBOSA, Gabriela Losano Pais; DA SILVA, Isabelly Motta Figueredo; DE OLIVEIRA, Denise Mary Costa. Violência obstétrica no Brasil e prevenção quaternária: revisão integrativa. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 2, p. 5143-5147, 2021.

BARROS, Aluísio JD et al. Patterns of deliveries in a Brazilian birth cohort: almost universal cesarean sections for the better-off. Revista de saude publica, v. 45, p. 635-643, 2011.

BENTZEN, Niels et al. Wonca dictionary of general. Family Practice, 2003.

BOWSER, Diana; HILL, Kathleen. Exploring evidence for disrespect and abuse in facility-based childbirth: report of a landscape analysis. USAID-TRAction Project, 2010.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticos de Saúde. Área Técnica de Saúde da Mulher. Parto, aborto e puerpério: assistência humanizada à mulher/Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Área Técnica da Mulher. – Brasília: Ministério da Saúde, 2001;

CUNHA, Camila Carvalho Albuquerque. Violência obstétrica: uma análise sob o prisma dos direitos fundamentais. 2015.

DE JESUS, Maria Aparecida Santos. O Pré-natal psicológico e a relação com a prevenção na depressão puerperal. 2017.

DE MEDEIROS, Nathália Costa Melquiades; MARTINS, Edmara Nóbrega Xavier; DE FARIAS CAMBOIM, Francisca Elidivânia. Violência obstétrica: percepções acerca do parto normal. 2016.

DINIZ, Simone Grilo et al. Violência obstétrica como questão para a saúde pública no Brasil: origens, definições, tipologia, impactos sobre a saúde materna, e propostas para sua prevenção. J Hum Growth Dev, v. 25, n. 3, p. 377-376, 2015.

ESTUMANO, Vanessa Kelly Cardoso et al. VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO BRASIL: CASOS CADA VEZ MAIS FREQUENTES: OBSTETRIC VIOLENCE IN BRAZIL: INCREASINGLY FREQUENT CASES. Revista Recien-Revista Científica de Enfermagem, v. 7, n. 19, p. 83-91, 2017.

FAÚNDES, Aníbal; CECATTI, José Guilherme. A operação cesárea no Brasil: incidência, tendências, causas, conseqüências e propostas de ação. Cadernos de Saúde Pública, v. 7, p. 150-173, 1991.

GÉRVAS, Juan; PÉREZ FERNÁNDEZ, Mercedes. The scientific basis for the gatekeeping role of general practicioners. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 8, p. 205-218, 2005.

KLEIN, Michael C. et al. Family physicians who provide intrapartum care and those who do not: Very different ways of viewing childbirth. Canadian Family Physician, v. 57, n. 4, p. e139-e147, 2011.

LEBEDENKO, Elizaveta Yu et al. Caesarean section‒global trends (literature review). VF Snegirev Archives of Obstetrics and Gynecology, v. 8, n. 1, p. 20-25, 2021.

MATOS, Greice Carvalho de et al. A trajetória histórica das políticas de atenção ao parto no Brasil: uma revisão integrativa. Rev. enferm. UFPE on line, p. 870-878, 2013.

MOUTA, Ricardo José Oliveira; PROGIANTI, Jane Márcia. Estratégias de luta das enfermeiras da Maternidade Leila Diniz para implantação de um modelo humanizado de assistência ao parto. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 18, p. 731-740, 2009.

NATIONAL Health Service (NHS). NHS Safety Thermometer 2013.

OLIVEIRA, Ana Carolina Gondim de A.; COSTA, Mônica Josy Sousa; SOUSA, Eduardo Sérgio Soares. Feminicídio e violência de gênero: aspectos sociojurídicos. TEMA-Revista Eletrônica de Ciências (ISSN 2175-9553), v. 16, n. 24; 25, 2016.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Prevenção e eliminação de abusos, desrespeito e maus-tratos durante o parto em instituições de saúde. 2014.

POSSATI, Andrêssa Batista et al. Humanização do parto: significados e percepções de enfermeiras. Escola Anna Nery, v. 21, 2017.

PORTARIA REDE CEGONHA, nº 1.459, de 24 de junho de 2011.

PÉREZ, Bárbara Angélica Gómez; OLIVEIRA, Edilaine Varjão; LAGO, Mariana Santos. Percepções de puérperas vítimas de violência institucional durante o trabalho de parto e parto: revisão integrativa. Revista Enfermagem Contemporânea, v. 4, n. 1, 2015.

RATTNER, Daphne. Humanizing childbirth care: pondering on public policies. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 13, p. 759-768, 2009.

RIBEIRO, Daniella Borges. Resenha da Obra: MULHERES BRASILEIRAS E GÊNERO NOS ESPAÇOS PÚBLICO E PRIVADO. Perspectivas em Políticas Públicas, v. 9, n. 1, p. 195-200, 2016.

RODRIGUES, Karine. Tese faz análise histórica da violência obstétrica no Brasil. In: Tese faz análise histórica da violência obstétrica no Brasil. [S. l.], 20 maio 2022.

RODRIGUES, D. P. et al. ALVES, VH, PENNA, LHG, PEREIRA, AV, BRANCO, MBLR LUANA & SILVA, A.(2015). A peregrinação no período reprodutivo: Uma violência no campo obstétrico. Rev. Esc Anna Nery, v. 19, n. 4, p. 614-620.

SILVA, Rachel Moreira Lima. O sofrimento psíquico das mulheres vítimas de violência obstétrica: uma revisão de literatura. 2021.

SILVA, Raylla Albuquerque. Violência obstétrica à luz da declaração universal sobre bioética e direitos humanos: percepção dos estudantes da área da saúde. 2017.

SOUZA, João Paulo; PILEGGI-CASTRO, Cynthia. On labor and childbirth: the importance of quaternary prevention. Cadernos de saude publica, v. 30, p. S11-S13, 2014.

TESSER, Charles Dalcanale et al. Violência obstétrica e prevenção quaternária: o que é e o que fazer. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, v. 10, n. 35, p. 1-12, 2015.

VENTURI JUNIOR, Gustavo; GODINHO, Tatau. Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado uma década de mudanças na opinião pública. 2013.

WORLD HEALTH ORGANIZATION et al. Reducción de la mortalidad materna: Declaración conjunta OMS/FNUAP/UNICEF/Banco Mundial. Organización Mundial de la Salud, 1999.

Published

2023-01-30

How to Cite

Milo, L. V., Vasconcelos, A. P. A. C., Tertuliano, B. de O., Regis, C. F., do Nascimento, D. G., Resende , G. M., Franzosi, J. R., Caires, L. T. V., de Souza, M. L. L., de Souza Filho, M. E. F., Cansanção, R. D. A., & Papaiz, S. A. de O. (2023). Importância do reconhecimento dos diferentes tipos de violência obstétrica. Brazilian Journal of Development, 9(1), 5857–5869. https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-398

Issue

Section

Original Papers