O pioneirismo das mulheres no esporte e o protagonismo das atletas brasileiras nos Jogos Olímpicos de Tóquio – 2020
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-388Keywords:
mulher, esporte, protagonismo, igualdade, gêneroAbstract
O esporte e a prática de exercícios físicos há muito tempo fazem parte da formação humana, mas nem sempre todos puderam vivenciar tal prática, pois às mulheres não era sequer permitido assistir às exibições e competições esportivas. Mesmo com avanços perceptíveis, as condições para a inserção das mulheres no universo das práticas esportivas ainda se encontram bem inferiores se comparadas às dos homens. Entretanto, mesmo com a resistência estabelecida pelo discurso hegemônico que justifica uma sociedade desigualitária, as mulheres atletas brasileiras vêm assumindo o seu protagonismo. Para compreender um pouco dessa trajetória, o presente artigo tem como objetivo analisar aspectos associados à desigualdade de gênero presente no universo esportivo e relacioná-las com o protagonismo de atletas brasileiras nos Jogos Olímpicos de Tóquio – 2020, tanto no cenário esportivo como no contexto social. Como caminho metodológico para o desenvolvimento desta pesquisa, utilizou-se uma revisão bibliográfica por meio da pesquisa descritiva com base nos estudos realizados por autores e autoras que auxiliaram na compreensão, numa perspectiva histórica, das distinções de gênero nos cenários social e esportivo e também na luta por direitos igualitários quanto à participação de homens e mulheres nos Jogos Olímpicos. Foram consultadas as fontes de dados bibliográficas: Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de nível Superior (Portal da Capes), Scielo e Google Scholar. Também se utilizou como fonte de pesquisa reportagens e crônicas esportivas referentes a participação das atletas brasileiras em Tóquio – 2020 e que são mencionadas no presente artigo. Percebeu-se que, Apesar do reconhecido crescimento da presença da atleta brasileira nos Jogos Olímpicos, faz-se necessária a observação de que muito ainda há a ser rompido. Por exemplo, a conscientização de que o esporte é um espaço no qual não se permite mais a desqualificação do desempenho de uma atleta mulher, sempre à sombra dos resultados obtidos pelos homens.
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