Interações medicamentosas potenciais em prescrições de pacientes internados em unidade de terapia intensiva
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-337Keywords:
unidade de terapia intensiva, interações medicamentosas, intervenção farmacêuticaAbstract
Interações medicamentosas (IM) são definidas como interferências de um fármaco na ação do outro, trazendo resultados positivos como aumento da eficácia ou negativos como toxicidade e efeitos adversos. As interações podem ser classificadas quanto à gravidade (contraindicada, maior, moderada e menor), à velocidade de ação (rápida, tardia e inespecífica) e quanto à documentação (excelente, boa e razoável). O objetivo do estudo foi conhecer o perfil dos pacientes além de quantificar e classificar as IM potenciais em pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital universitário federal de Manaus, durante o período de fevereiro a dezembro de 2019. De 78 prescrições analisadas, 210 continham interações, das quais 59,5% foram de maior gravidade, 70,5% com velocidade inespecífica e 73,3% apresentaram documentação razoável. Com relação ao perfil de pacientes, 53% eram do sexo feminino e 29,5% estavam na faixa etária entre 60 e 74 anos. Dentre as hipóteses diagnósticas de internação, 36% foi oncológica. O medicamento mais prescrito foi a dipirona com 63 registros no total. As IMs mais frequentes foram entre os medicamentos insulina regular e metoclopramida e entre metoclopramida e tramadol. O estudo de IMs na UTI é muito importante tanto pelo estado crítico do paciente como pelo uso de grande quantidade de fármacos, sendo o profissional farmacêutico apto a intervir junto à equipe multidisciplinar, minimizando riscos e danos relacionados aos medicamentos e aumentando a segurança do paciente e a efetividade do tratamento.
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