Tratamento térmico aplicado aos resíduos sólidos não recicláveis gerados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com foco em seu potencial energético e em menores emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-214Keywords:
aterro industrial, gases de efeito estufa, análise térmica, aproveitamento energético de resíduos, equivalente de Gás Carbônico, logística de transporte, disposição de resíduosAbstract
Ao longo dos anos, conforme o desenvolvimento das sociedades, os volumes de resíduos sólidos urbanos aumentam progressivamente. Dentre as soluções atualmente adotadas a esse passivo ambiental está a utilização de aterros industriais e, embora possuam tecnologia para contenção de percolados e gases, esses empreendimentos se saturam, necessitando de locais para novos aterros, e assim sucessivamente. Além disso, a logística de transporte de resíduos é baseada, majoritariamente, no transporte rodoviário, com emissões atmosféricas de Gases de Efeito Estufa pela queima de combustíveis fósseis, sendo consenso entre a maioria dos governantes mundiais a necessidade de sua redução drástica, o quanto antes. Considerando-se tal cenário, este estudo propõe, no âmbito da UFRJ, uma alternativa à gestão de resíduos sólidos, com o aproveitamento energético da sua fração não reciclável, mediante sua incineração na futura Unidade de Recuperação Energética do Caju, na cidade do Rio de Janeiro. Para tanto, entendeu-se como funciona a gestão atual de resíduos, coletando-se amostras não recicláveis para posterior Análise Térmica, quantificando-se a perda mássica e a entalpia de queima para cada amostra, bem como dos seus combinados, observando-se o potencial energético na geração de energia elétrica. Finalmente, analisou-se a sua cadeia logística de transporte, quantificando, em equivalentes de Gás Carbônico, a redução de Gases de Efeito Estufa, pela queima de menores volumes de combustível, além de menores volumes de resíduos depositados em aterro sanitário. Como conclusão deste estudo, verificou-se que os resíduos analisados poderiam gerar energia elétrica da ordem de 9GWh (Gigawatt-hora) anuais, suficiente para atender a mais de quatro mil residências populares ao ano, além da redução em até 74,85% no Potencial de Aquecimento Global (PAG), além de manter conformidade ao que definem o Plano Nacional de Resíduos Sólidos e o Plano Municipal de Saneamento da Cidade do Rio de Janeiro.
References
ALHASSAN, K. A.; ABDULLAHI, B. T.; SHAH, M. MANJUR – A review on biogas production as the alternative source of fuel – Journal of Applied and Advanced Research, 2019: Phoenix Research Publishers. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/331473386_A_review_on_biogas_production_as_the_alternative_source_of_fuel/figures?lo=1>. Acesso em: 04/08/2022. DOI: 10.21839/jaar.2019.v4i2.266
ARAÚJO, F.; ALTRO, J. – Análise das práticas de gestão de resíduos na escola de engenharia da Universidade Federal Fluminense em observância ao Decreto 5940/2006 e à Lei 12.305/2010 - Sistemas & Gestão (Revista Eletrônica), 2014. Disponível em: <https://www.revistasg.uff.br/sg/article/view/V9N3A8>. Acesso em: 27/03/2021. DOI: 10.7177/sg.2014.v9.n3.a8
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMPRESAS DE LIMPEZA PÚBLICA E RESÍDUOS ESPECIAIS (ABRELPE) – Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, 2020. Disponível em: <https://abrelpe.org.br/panorama-2020/>. Acesso em: 14/07/2022.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 10.004: Resíduos Sólidos - Classificação. Rio de Janeiro, 2004. Disponível em: <https://www.slideshare.net/marcelabarquet/nbr-abnt-10.004-resduos-slidos-classificao>. Acesso em 28/07/2022.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente – Portaria interministerial nº 274, de 30 de abril de 2019 – Disciplina a recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos referida no § 1º do art. 9º da Lei nº 12.305, de 2010 e no art. 37 do Decreto nº 7.404, de 2010. Publicado em: 02/05/2019, Ed. 83, Seção: 1, Pág.57,. Disponível em: <https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-interministerial-n%C2%BA-274-de-30-de-abril-de-2019-86235505>. Acesso em: 30/07/2022.
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – Recuperação energética de resíduos sólidos: um guia para tomadores de decisão / Confederação Nacional da Indústria. Brasília: CNI, 2019. Disponível em: <https://static.portaldaindustria.com.br/media/filer_public/f3/e7/f3e751fc-c9a0-44f0-a769-f3a665e3a0f4/recuperacao_energetica_de_residuos_solidos_um_guia_para_tomadores_de_decisoes.pdf>. Acesso em 06/06/2022.
EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE) – Anuário Estatístico de Engenharia Elétrica, 2022. Disponível em: <https://www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/PublicacoesArquivos/publicacao-160/topico-168/Fact%20Sheet%20-%20Anu%C3%A1rio%20Estat%C3%ADstico%20de%20Energia%20El%C3%A9trica%202022.pdf>. Acesso em 06/06/2022.
GREENHOUSE GAS PROTOCOL – The GHG Emissions Calculation Tool – download GHG emissions calculator, 2021. Disponível em: <https://ghgprotocol.org/ghg-emissions-calculation-tool>. Acesso em: 06/08/2022.
INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA) – Emissões Relativas de Poluentes do Transporte Motorizado de Passageiros nos Grandes Centros Urbanos Brasileiros, 2011. Disponível em: <https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/TDs/td_1606.pdf>. Acesso em: 20/05/2022.
INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE (IPCC) – Good Practice Guidance and Uncertainty Management in National Greenhouse Gas Inventories, revised – Chapter 5 – Waste, 1996. Disponível em: <https://www.ipcc.ch/site/assets/uploads/2018/03/5_Waste-1.pdf>. Acesso em: 15/07/2022.
INTERGOVERNMENTAL PANEL ON CLIMATE CHANGE (IPCC) – Guidelines for Greenhouse Gas inventory: reference Manual, revised – Chapter 6 – Waste, 1996. Disponível em: <https://www.ipcc-nggip.iges.or.jp/public/gl/guidelin/ch6wb1.pdf>. Acesso em: 15/07/2022.
MENDES, L. G. G; SOBRINHO, P. M. S.. Comparação entre métodos de estimativa de geração de biogás em aterro sanitário – Departamento de Energia - Campus Guaratinguetá, Universidade Estadual Paulista (UNESP), 2007. Disponível em: <http://revistas.unitau.br/ojs/index.php/biociencias/article/view/200/166>. Acesso em: 30/07/2022.
PETRY, D.; PILATTI, C.; SEHNEM, S.; ORO, I. – Gestão de Resíduos Sólidos: um estudo em uma empresa que atua na cidade de Xanxerê e região. Revista Eletrônica em Gestão, Educação e Tecnologia Ambiental Santa Maria, v. 19, n. 2, 2015, p. 682-702. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/reget/article/viewFile/14783/pdf>. Acesso em: 27/03/2021. DOI: 105902/2236117014783.
PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO – Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) da Cidade do Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: <http://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/13305794/4334422/PMGIRSVERSAO12_08_21.pdf>. Acesso em 01/03/2022.
SANIPLAN Engenharia e Serviços Ambientais Ltda., 2022 – Transporte de resíduos. Disponível em: <https://www.saniplanengenharia.com.br/>. Acesso em: 30/04/2022.
SILVA, T.; CAMPOS, L, 2008. Avaliação da Produção e Qualidade do Gás de Aterro para Energia no Aterro Sanitário dos Bandeirantes - SP. Engenharia Sanitária Ambiental, v.13, n. 1, p.88-96, 2008. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1413-41522008000100012>. Acesso em: 29/08/2022.
SILVA, R. W. C., PAULA, B. L., 2009 – Causa do aquecimento global: antropogênica versus natural. Terræ Didática, 5(1): p. 42-49. Disponível em: . Acesso em 31/03/2022.
UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTON AGENCY (EPA) - Greenhouse Gas Emissions, Overview of Greenhouse Gases, 2020. Disponível em: <https://www.epa.gov/ghgemissions/overview-greenhouse-gases>. Acesso em: 30/07/2022.
UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTON AGENCY (EPA) - Greenhouse Gases Equivalencies Calculator - Calculations and References, Gallons of Diesel consumed, 2022. Disponível em: <https://www.epa.gov/energy/greenhouse-gases-equivalencies-calculator-calculations-and-references>. Acesso em: 30/07/2022.
UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTON AGENCY (EPA) - GHG Emission Factors Hub, 2022. Disponível em: <https://www.epa.gov/system/files/documents/2022-04/ghg_emission_factors_hub.pdf>. Acesso em: 07/08/2022.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – EQ-FACC-UFRJ – Coleta seletiva, relatório parcial, 2022. Disponível em: < https://ufrj.br/wp-content/uploads/2022/01/pls-coleta-seletiva.pdf>. Acesso em 31/07/2022.

