As contribuições da sociolinguística ao ensino de gêneros textuais digitais à luz dos documentos oficiais brasileiros
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-151Keywords:
documentos oficiais, sociolinguística, gêneros textuaisAbstract
O presente texto se ocupa de refletir sobre as possíveis contribuições da teoria da Sociolinguística para o ensino dos gêneros textuais em uma perspectiva dos documentos oficiais. Inúmeros são os teóricos que apontas defeitos e propõem melhorias ao ensino ao processo de ensino e aprendizagem. Entre essas críticas, principalmente às aulas de língua portuguesa, vigora apontamentos ao que Paulo Freire denomina como “educação bancaria” também conhecida como estudo tradicional, ou ainda, estudo gramatical – que consiste em estudar a língua a partir da perspectiva de memorização de nomenclaturas. Essa perspectiva virou por décadas nas instituições de ensino brasileira. Marcos Bagno em diversas obras aponta as falhas desse modelo, entre as quais, para o autor, é a ideia equivocada de um “falar correto” em desprezo de variantes linguística de menor prestígio social, um ensino descontextualizado do uso real da língua e um distanciamento da real cultura brasileira. Nesse interim, tomamos como ponto central desse trabalho, demonstrar que o uso contextualizado da língua é aplicável ao ensino de gêneros textuais: ensinar/aprender diversas estilísticas textuais de acordo com o uso e condição de produção específica. Nessa compreensão de gêneros textuais e uso real da língua, torna-se impreterível a discussão acerca da produção, interpretação e circulação dos gêneros textuais digitais (os posts do Facebook, Instagram ou Twitter). Essa discussão já é prevista e orientada em documentos oficiais como os Parâmetros Curriculares Nacionais e a Base Nacional Curricular Comum.
References
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf> Acessado em: Acessado em 27 de mar. 2022.
_____, Ministério da Educação, (1997). Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Brasília, MEC/SEF. Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/programa-saude-da-escola/195-secretarias-112877938/seb-educacao-basica-2007048997/12598-publicacoes-sp-265002211> . Acessado em 27 de mar. 2022.
BAGNO, Marcos. Nada na língua é por acaso – por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola, 2007.
_______Preconceito lingüístico – o que é, como se faz. São Paulo: Loyola, 14ª. ed., 2009.
GÖRSKI; VALLE. Edair Maria;Carla Regina Martins. Reconfiguração da sociolinguística variocionista e repercussões para o ensino: questões estilísticas e identitárias. Estudos linguisticos e literários. Nº 63, NÚM. ESP.|2019, Salvador: pp. 97-117. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/estudos/article/view/33766 Acessado em: 27 de març. 2022.
LOPES; CAVALCANTE. Maria Ailma Ferreira; Maria Auxiliadora da Silva. A importância da sociolinguística educacional: reflexões sobre o ensino de língua portuguesa. Anais – FLIPA, p.88-98, 2021. ISSN: 2447-472X. Disponível em: <https://www.unirios.edu.br/eventos/flipa/anais/arquivos/2018/a_importancia_da_sociolinguistica_educacional.pdf>. Acessado em 27 de mar. 2022.
PAIVA. Wuilton de Ricardo. O uso das redes sociais no ensino de língua materna: extrapolando as paredes da escola. Revista Gatilho. V. 17, p.56-67, 2014. ISSN: 1517-6436. Disponível: https://periodicos.ufjf.br/index.php/gatilho/article/view/27036. Acessado em 27 de mar. 2022.

