Estudo epidemiológico dos atendimentos de agravos por causas externas realizados pelo SAMU de Imperatriz, Maranhão, no período de 2015 a 2017
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-147Keywords:
causas externas, epidemiológico, SAMUAbstract
As causas externas englobam lesões ou quaisquer outros agravos à saúde acidentais ou intencionais, sendo constituídas pelos acidentes e violências, e são representadas pela Classificação Internacional de Doenças, em sua décima revisão da CID-10. Descrever o perfil epidemiológico dos atendimentos de agravos por causas externas realizados pelo SAMU do município de Imperatriz, Estado do Maranhão, Brasil, no período de 2015 a 2017. Pesquisa documental, de corte transversal e utilizou-se de uma abordagem quantitativa. A pesquisa foi desenvolvida na unidade de SAMU do município de Imperatriz, Maranhão. Foram encontradas 9.021 fichas de regulação de vítimas de causas externas atendidas pelo SAMU no Período de 2015 a 2017. Destas, a maior proporção era constituída pelo sexo masculino (5366), representando 59,5% e 35,8% do sexo feminino (3230). Isso pode ser devido ao estilo de vida entre homens e mulheres, visto que os homens apresentam diferenças comportamentais em relação às mulheres. A grande quantidade das incidências de violências e acidentes entre os jovens poderiam ser fatores causados pelo baixo nível socioeconômico. Os acidentes automobilísticos é o principal causador de causas externas no município, sendo responsável por 6633 (73,5%) dessas causas. As causas externas são um dos principais fatores de causas de morte no país, sendo consideradas como um problema de saúde pública e é necessária a adoção de cuidados e medidas específicas para abordar, de modo o mais eficaz possível, e muitas vezes de maneira interdisciplinar, toda a gravidade do o problema em toda a sua complexidade, que envolve estes eventos. Nesse sentido, este estudo apresentou de forma ampla a epidemiologia das causas externas, pois elas acometem diversos segmentos da população, e o conhecimento de seus matizes pode ser auxiliar valioso na definição de políticas públicas que visem à prevenção e a diminuição desses agravos e os óbitos causados por eles.
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