Itinerário terapêutico percorrido por famílias de crianças com amiotrofia espinhal: Uma série de casos

Authors

  • Maria Cintia Conrado Nobre
  • Mara Marusia Martins Sampaio Campos
  • Maria Valdeleda Uchoa Moraes Araújo
  • Cinara Carneiro Neves
  • Flora Tavares Capelo Camanho
  • Carina Santana de Freitas
  • Sandra Mara Benevides Caracas
  • Maria Goretti Alves de Oliveira da Silveira

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-129

Keywords:

atrofia muscular espinhal, criança, itinerário, diagnóstico precoce

Abstract

INTRODUÇÃO: A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença genética autossômica recessiva causada pela degeneração dos neurônios motores localizados no corno anterior da medula e que ocasiona alterações progressivas em vários órgãos e sistemas. Do surgimento dos primeiros sintomas até a confirmação diagnóstica dessa modificação genética, existe um caminho a ser percorrido pela criança e sua família, percurso esse que tenta solucionar os problemas de saúde da criança, sendo chamado itinerário terapêutico e está diretamente ligado ao prognóstico dessas crianças. OBJETIVO: Conhecer o itinerário terapêutico das famílias de crianças com Amiotrofia Espinhal. METODOLOGIA: Estudo de casos múltiplos de caráter qualitativo realizado com familiares de crianças com AME que teve como instrumentos de coleta um questionário socioeconômico, entrevista semiestruturada e método de análise de conteúdo. RESULTADOS: Foram entrevistadas 2 mães, com idades de 18 e 35 anos, uma solteira e a outra casada, ambas com ensino médio completo e renda familiar de 1 salário mínimo. As entrevistas analisaram 3 três categorias: A Descoberta da doença, A Adaptação Familiar e Vivendo com a condição, em que observamos que a descoberta da doença ocorreu devido uma complicação respiratória da doença, a aceitação e adaptação familiar foi difícil, principalmente para as mães, pelo medo e insegurança no cuidar da criança, as mesmas referem que suas vidas mudaram completamente, sendo adaptadas a condição das crianças que necessitam de acompanhamento multidisciplinar, sendo essa sua atual rotina. CONCLUSÃO. A Amiotrofia Espinhal ainda é uma condição genética que apresenta um atraso em sua detecção em seu diagnóstico precoce em crianças com Amiotrofia Espinhal é imprescindível para um bom prognóstico e o acompanhamento com a equipe multidisciplinar é indispensável, para que todas essas variantes em conjunto deem uma melhor qualidade de vida para esses pacientes.

References

AMARAL, M.L. et al. Atrofia muscular espinhal com fraturas congênitas 2: Relato do primeiro paciente latino-americano e revisão da literatura. Rev Ped SOPERJ, v.21, n.4, p.218-222, 2021.

AMB, Associação Médica Brasileira, Sociedade Brasileira de Genética Médica e Genômica e Academia Brasileira de Neurologia. Atrofia Muscular Espinhal (AME) – Diagnóstico e aconselhamento genético,2021.

AZEVEDO, K. F. DE; VIVIAN, A.G. Representações maternas acerca do bebê imaginário no contexto da gestação de alto risco. Diaphora, v. 9, n. 1, Porto Alegre, jan/jun, 2020.

APRENDA OS SINAIS. AJA CEDO. Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI).2019. Disponível em: < https://sbni.org.br/wp-content/uploads/2019/09/1568137484_livreto_alta.pdf >. Acesso em 17/11/2022.

BRASIL. Lei nº 14.154, de 26 de maio de 2021. Altera a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), para aperfeiçoar o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), por meio do estabelecimento de rol mínimo de doenças a serem rastreadas pelo teste do pezinho; e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil. Edição. 99, Seção. 1, Página. 1.Brasília, DF, 27 maio. 2021.

BRASIL, Ministério da Saúde [Internet]. Atrofia Muscular Espinhal (AME): O que é, causas, sintomas, tratamento e diagnóstico. Disponível em: <https://antigo.saude.gov.br/saude-de-a-z/atrofia-muscular-espinhal-ame>. Acesso em 01/11/2022.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Atrofia Muscular Espinhal 5Q Tipo 1 [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias e Inovação em Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2020. 31 p.

BRASIL. Resolução CNS n° 466, 12 de dezembro de 2012. Aprova diretrizes e normas de pesquisa envolvendo seres humanos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, n° 12, seção 1, p. 59, 13 jun. 2013.

DEMÉTRIO, F.; SANTANA, E.R.DE, PEREIRA-SANTOS, M. O Itinerário Terapêutico no Brasil: revisão sistemática e metassíntese a partir das concepções negativa e positiva de saúde. Saúde debate, v. 43, n. especial 7, p. 204-221, Rio de janeiro, dez 2019.

FERREIRA, M. et al. Repercussões do Diagnóstico de Síndrome de Down na Perspectiva Paterna.Psicologia: Ciência e Profissão, v. 39, p. 1-14.2019.

JĘDRZEJOWSKA, M.; KOSTERA-PRUSZCZYK, A. Spinal muscular atrophy — new therapies, new challenges. Neurol Neurochir Pol, v.54, n.1, p.8-13, 2020.

LIMA, B. da C. de. et al. O itinerário terapêutico de famílias de crianças com câncer: dificuldades encontradas neste percurso. Rev Gaúcha Enferm. 2018.

LUCENA, A. da S.; OTTATI, F.; CUNHA, F. A. O apego materno-fetal nos diferentes trimestres da gestação. Psicol. Am. Lat., México , n. 31, p. 13-24, July 2019 .

MAGALHÃES, I. DE S. et al. Doença de Werdnig-Hoffmann na enfermaria pediátrica: um relato de caso. Brasília Med, v. 59, p.1-6, 2022.

MEDEIROS, A.C.R. et al. SENTIMENTO MATERNO AO RECEBER UM DIAGNÓSTICO DE MALFORMAÇÃO CONGÊNITA. Psicol. estud., v. 26, e45012, 2021.

MINAYO, M. C. de S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. 13. ed., São Paulo: Hucitec, 2013.

MOUZINHO, M.B.DA S.; SILVA, R. L. DE S.; DA SILVA, K.C.C. Intervenção fisioterapêutica na amiotrofia muscular espinhal tipo 1: revisão de literatura. Research, Society and Development, v. 10, n.12, 2021.

O RARO PODE ACONTECER. Juntos pela AME com Biogen, Brasil, 19 de maio de 2020.Disponível em:< https://www.juntospelaame.com.br/pt_BR/home/oraropodeacontecer/o-raro-pode-acontecer.html>. Acesso em:17/11/2022.

RODRIGUES, V.K.S. et al. Aspectos clínicos, terapêuticos e medicamentos da atrofia muscular espinhal (AME): uma revisão integrativa da literatura. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, ano 5, v. 5, n.11, jul.-dez., 2022.

SILVA, L. A. G.P. da; MERCÊS, N. N. A. das. Estudo de casos múltiplos aplicado na pesquisa de enfermagem: relato de experiência. Rev Bras Enferm [Internet], v.71, n.3, p. 1263-7.2018.

TAQUETTE, S.R.; MINAYO, M.C. Análise de estudos qualitativos conduzidos por médicos publicados em periódicos científicos brasileiros entre 2004 e 2013. Physis Revista de Saúde Coletiva, v.6, n.2, p. 417-434, Rio de Janeiro, 2016

XAVIER, D.M.; GOMES, G.C.; CEZAR-VAZ, M.R. Significados atribuídos por familiares acerca do diagnóstico de doença crônica na criança. Rev Bras Enferm, v.73, n.2, 2020.

Published

2023-01-10

How to Cite

Nobre, M. C. C., Campos, M. M. M. S., Araújo, M. V. U. M., Neves, C. C., Camanho, F. T. C., de Freitas, C. S., Caracas, S. M. B., & da Silveira, M. G. A. de O. (2023). Itinerário terapêutico percorrido por famílias de crianças com amiotrofia espinhal: Uma série de casos . Brazilian Journal of Development, 9(1), 1895–1908. https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-129

Issue

Section

Original Papers