A temperatura de superfície terrestre nas áreas urbanas e rurais de Florínea-SP e Cabralia Paulista-SP
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-125Keywords:
clima urbano, uso do solo, área urbanaAbstract
As cidades constituem um dos principais exemplos de alteração do ambiente natural, seja pela produção de uma paisagem antropizada, seja pela criação do Clima Urbano. O presente artigo tem como objetivo discutir e comparar a temperatura de superfície terrestre de duas cidades pequenas, com extensões semelhantes e diferentes usos do solo no entorno: Florínea com uso agrícola e Cabrália Paulista, principalmente, com reflorestamento. Os resultados mostraram que as áreas urbanas produzem um clima local com temperaturas de superfície terrestre mais elevadas do que em parte do seu entorno, como no caso de Cabrália Paulista onde na área urbana foi encontrada temperatura média de 17 ºC, sendo 8 ºC a mais do que nos reflorestamentos, que correspondem a aproximadamente 50 % da área de estudo e áreas naturais de 9 ºC. Somente as áreas de cultivo com 19 ºC e de pastagem com 21 ºC, superaram a área urbana. No caso de Florínea a área urbana apresenta temperaturas médias de 24 ºC e as áreas de cultivo mais desenvolvidas em seu entorno, temperaturas médias de 19 ºC. Nas áreas onde estava sendo feita a colheita as temperaturas chegaram a 24 ºC, no entanto em algumas destas áreas a temperatura média chegou a 27 ºC, o que pode estar relacionado com outras fases do cultivo ou outros fatores. Enfim, ficou comprovado que as 2 áreas urbanas são mais quentes e que as áreas de cultivo, elevam a temperatura na área de estudo de Florínea, e as áreas de reflorestamento diminuem na de Cabrália Paulista.
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