Câncer de ovário: fisiopatologia e manejo terapêutico

Authors

  • Danielle Emenegildo Valbusa
  • Amanda Gonçalves Mazochi Abreu
  • Fabrício Andrade Vieira Moreira
  • Isabella Maria de Oliveira Eyer
  • Jéssica Primitivo Melo
  • Júlia Lagoa Pedroni
  • Rafael Saldanha Vilaça
  • Rafaela de Castro Fidelis Peixoto
  • Sarah Dayse de Sousa Garrido
  • Zunilda Petrona Caceres Ledesma

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-047

Keywords:

câncer de ovário, diagnóstico, epidemiologia, fisiopatologia, tratamento

Abstract

O câncer de ovário (CO) é uma neoplasia maligna atualmente classificada como de maior morbimortalidade e letalidade dentre os tumores que afetam o sistema ginecológico da mulher. A etiopatogenia para tal afecção não é totalmente conhecida, ainda assim, a explicação mais aceita para o tipo de neoplasia mais recorrente é a “hipótese tubária”. No que tange à epidemiologia, essa enfermidade teve uma estimativa para o ano de 2020 de aproximadamente 308.069 pacientes com CO, com índices associados à mortalidade chegando a cerca de 47%. Também, a prevalência do subtipo câncer epitelial de ovário, um carcinoma seroso de alto grau, originário principalmente na porção distal das tubas uterinas, correspondendo a 90% dos casos. Tendo em vista o lugar primário da malignidade, nem sempre é uma missão possível designar qual o local de origem e regiões metastáticas, entretanto, sabe-se que a mais comum de disseminação é o peritônio. Os sintomas do CO expressam-se de forma insidiosa, bem como, apresentam similaridades entre os quadros iniciais e avançados da doença, tais quais: sinais gastrointestinais, urinários ginecológicos e distúrbios alimentares. Além disso, o CO não é uma doença única, o qual possui uma miscelânea de tipos histológicos, correlacionados aos mais diversos fatores biofísicos e de microambiente, tornando mais difícil o diagnóstico precoce. Tendo em vista tais fatos, na maioria das vezes, o CO é identificado já em estágios avançados e cerca de dois terços diagnosticados tardiamente. Tal agravante interfere na propedêutica, reduzindo opções terapêuticas e no prognóstico dos pacientes. Por fim, o tratamento padrão para o CO é a citorredução cirúrgica máxima, seguida de quimioterapia à base de platina, ressaltando também os tratamentos mais inovadores da atualidade, citando-se a quimioterapia intraperitoneal hipertérmica.

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Published

2023-01-03

How to Cite

Valbusa, D. E., Abreu, A. G. M., Moreira, F. A. V., Eyer, I. M. de O., Melo, J. P., Pedroni, J. L., Vilaça, R. S., Peixoto, R. de C. F., Garrido, S. D. de S., & Ledesma, Z. P. C. (2023). Câncer de ovário: fisiopatologia e manejo terapêutico. Brazilian Journal of Development, 9(1), 641–656. https://doi.org/10.34117/bjdv9n1-047

Issue

Section

Original Papers