Urgência subjetiva: uma atualização do trauma
Subjective urgency: an actualization of trauma
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n12-247Keywords:
trauma, angústia, urgência subjetiva, psicanálise, tratamentoAbstract
A pesquisa sobre o conceito de trauma inicia em Freud, com o conceito de trauma ligado a uma experiência cuja intensidade deixa uma marca associada a um mal estar. Posteriormente, o conceito é revisto e tomado mais em função da intensidade que deixa uma marca no inconsciente, associada a uma representação, que incide sobre o sujeito, e não necessariamente associada a um acontecido. Com metodologia teórico dedutiva, de caráter monográfico, examinamos o caso clínico publicado por Araceli Fuentes, apresentado e discutido durante uma conversação clínica, que integra o volume organizado por Miller sobre os efeitos terapêuticos rápidos em psicanálise. Neste caso, a urgência aparece como ruptura no cotidiano e coloca em questão o laço com o outro e com seu próprio corpo. Frente à angústia, o sujeito se apressa em passar do instante de ver ao tempo de concluir, sem o tempo de compreender. O trabalho com a urgência visa estabelecer uma pausa, através do encontro com um analista, de modo que esse intervalo permita a subjetivação, através da fala, uma reelaboração e esvaziamento dessa intensidade traumática. Esse encontro com a psicanálise é viabilizado de diferentes maneiras; no caso examinado, através da Rede Assistencial da ELP, em Madri. Comentamos também a experiência de outros dispositivos, tais como o P.A.U.S.A e o Projeto “Clínica da urgência” , nos quais são ofertadas algumas sessões para que o sujeito possa elaborar algo desse encontro com um real, o que não anula a marca da experiência, mas pode reduzir seus impactos e forjar um novo modo de lidar com seus restos.
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