Intoxicação medicamentosa nas regiões federativas do Brasil
Medical poisoning in the federal regions of Brazil
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n12-195Keywords:
intoxicação, farmacoepidemiologia, efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamentosAbstract
Estudo ecológico que analisou o perfil epidemiológico das intoxicações medicamentosas no Brasil e regiões federativas de 2011 a 2020, utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (SINAN) do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). As informações investigadas foram sexo, idade, raça/cor, escolaridade, circunstância, tipo de exposição e evolução. Mais da metade dos casos ocorreu na região Sudeste. As notificações foram mais frequentes nas mulheres (β 5253,8; IC95% 3164,9; 7342,7), pretas/pardas (β 3144,6; IC95% 1988,8; 4300,3), idade entre 20 e 39 anos (β 3029,8; IC95% 1862,5; 4197,1), 9 a 11 anos de estudo (β 2302,9; IC95% 1401,5; 3204,2), com exposição aguda e única (β 4371,1; IC95% 2548,4; 6193,7) e evolução sem sequelas (β 5348,1; IC95% 3187,4; 7688,7). Houve aumento de 38,8% nas tentativas de suicídio no Brasil entre 2011 e 2020, e tal sentido foi observado em todas as regiões do país. Tendência crescente dos casos foi observada nas mulheres, jovens, pretas/pardas, com maior grau de instrução e tendo como principal motivo a tentativa de suicídio. As exposições mais frequentes foram agudas e únicas e com evolução sem sequelas. A promoção de políticas públicas de redução do consumo e acesso aos medicamentos pode contribuir para diminuição dos casos.
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