Caracterização química e potencial de produção de álcool de variedades de batatas-doces cultivadas no sul de Roraima
Chemical characterization and alcohol production potential of sweet potato varieties grown in south Roraima
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n11-378Keywords:
batata doce, etanol, fermentação, bebidas alcóolicasAbstract
O etanol pode ser produzido a partir da cana de açúcar, milho, beterraba, mandioca e batata doce, sendo que no Brasil basicamente a cana de açúcar é utilizada como matéria prima para fabricação do álcool etílico, porém pesquisas mostram que a batata doce pode produzir o dobro de etanol por hectare em relação à cana de açúcar. A maioria das cultivares atualmente utilizadas foram selecionadas, principalmente, para o consumo humano, contudo o potencial da cultura para produção de etanol torna cada vez mais necessária a identificação das aptidões desses fenótipos quanto ao seu poder de produção de etanol. Diante de todas essas especulações quanto ao uso da batata doce na produção de álcool etílico, o presente trabalho teve como objetivo avaliar o teor de amido e umidade das variedades de batata doce cultivadas ao sul de Roraima, estimar os potenciais destas variedades quanto à produção de álcool etílico e estabelecer um banco de germoplasma no Campus Novo Paraíso. No entanto, não foi possível estabelecer o banco de germoplasma. As variedades coletadas foram: a Brazlândia Roxa e Brazlândia Branca. Essas foram obtidas em feiras livres e propriedades de agricultores familiares. Os materiais coletados foram levados ao laboratório de análises de solo e planta e separados em subamostras, uma subamostra destinada para o banco de germoplasma e a outra utilizada para determinação das análises. A variedade Brazlândia Roxa apresentou maior teor de amido, com 11,43%, já variedade Brazlândia Branca apresentou um valor inferior de 10% de amido, porém, a mesma se destacou em relação ao teor de umidade ficando com 71,81%, sendo 5,81% mais úmida que a variedade Brazlândia Roxa que apresentou um valor de 66% de umidade. Por motivos de pouca disponibilidade de materiais, apenas a variedade Brazlândia Branca foi utilizada na produção de etanol, o seu produto final apresentou 1,08 °GL de álcool, graduação alcóolica inferior a encontrada na literatura. Sugere-se a utilização de outras cepas de levedura para o aumento da quantidade de açucares fermentescíveis e de técnicas analíticas para quantificar melhor o etanol no processo.
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