Encefalopatia Hipertensiva: manifestações clínicas e manejo terapêutico
Hypertensive Encephalopathy: clinical manifestations and therapeutic management
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n11-248Keywords:
emergência hipertensiva, Encefalopatia Hipertensiva, fisiopatologia, tratamentoAbstract
As emergências hipertensivas são condições com risco de morte em que ocorrem danos contínuos a órgãos-alvos devido à pressão arterial (PA) acentuadamente elevada. Dentre as emergências hipertensivas, tem-se a encefalopatia hipertensiva (EH) que é caracterizada pela presença de sinais e sintomas de edema cerebral decorrente ao aumento súbito ou elevações súbitas da PA, correspondendo a cerca de 15% do total das emergências hipertensivas. Via de regra, a EH é provocada pela hipertensão primária mal controlada, todavia, também pode ser ocasionada por causas secundárias de hipertensão que carecem de investigação direcionada. Quanto à população mais acometida, as crises hipertensivas podem ocorrer em pacientes com ou sem diagnóstico prévio de hipertensão arterial sistêmica, sendo mais comum em homens, pacientes com baixa adesão ao tratamento, obesos e doentes renais crônicos. No que tange às manifestações clínicas da EH, os sinais e sintomas são resultantes do edema cerebral e é marcado por sintomatologia neurológica associada à elevação da PA, sendo possível citar: cefaleia, náuseas, vômitos, confusão mental, convulsões, letargia e coma. Ademais, também pode apresentar alterações visuais inespecíficas, tais como escotomas visuais e borramento da visão. Ao exame físico, é possível notar alterações do nível de consciência e o exame de fundo de olho auxilia no diagnóstico, uma vez que pode demonstrar papiledema (um sinal indireto da hipertensão intracraniana). O diagnóstico da EH é de exclusão, ou seja, outras causas de alterações neurológicas devem ser descartadas e, por esse motivo, exames laboratoriais e de imagem são necessários para desconsiderar a possibilidade de acidente vascular encefálico. Já o tratamento é realizado através da administração de drogas vasoativas como o nitroprussiato de sódio endovenoso (potente vasodilatador arterial e venoso) ou o labetalol endovenoso (bloqueador alfa e beta-adrenérgico), objetivando-se a redução de 10 a 15% da pressão arterial média na primeira hora e reduzindo no máximo 25% nas 24 horas subsequentes. Por fim, o diagnóstico da EH é confirmado de maneira retrospectiva nas ocasiões em que o estado mental melhora após a PA ser diminuída para a faixa autorregulatória.
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