Consumo de alimentos industrializados em diabéticos acompanhados em ambulatório
Consumption of processed foods in diabetics followed up in an outpatient clinic
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n11-003aKeywords:
Diabetes, ultraprocessados, processados, consumo alimentarAbstract
A dieta ocidental, caracterizada pela alta densidade calórica, e o sedentarismo, são os principais fatores que aumentam o risco para as doenças crônicas não transmissíveis, como a obesidade e a diabetes mellitus tipo 2. Esse tipo de dieta engloba alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcar e sódio, que são características dos alimentos industrializados, estando cada vez mais presentes na rotina da população. O objetivo deste trabalho é identificar as mudanças na frequência de consumo de alimentos processados e ultraprocessados, em diabéticos, durante o acompanhamento nutricional. Estudo é transversal alinhada a uma coorte retrospectiva, com Diabéticos tipo 2 maior ou igual a 60 anos, no ambulatório de nutrição/diabetes, do Núcleo de Atenção ao Idoso, da Universidade Federal de Pernambuco, atendidos no período de 2013 a 2019. Foram analisadas variáveis sociodemográficas (sexo e idade, procedência), clínicas (hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia), de estilo de vida (prática de atividade física e etilismo), antropométricas (peso e altura) e dietética (recordatório de 24 horas). Foram estudados 230 pacientes, na faixa de 60 a 74 anos (83%), com tempo de doença de 1-5 anos (36,5%), sexo feminino (80%), procedentes da Região Metropolitana do Recife (70%), com presença de hipertensão arterial sistêmica (81,7%), dislipidemia (62,2%) e excesso de peso (59,1%). A prática de atividade física e o etilismo não foram predominantes. Os pacientes foram acompanhados durante 3 consultas, com período de 6 meses entre elas. Ocorreu variação no consumo de grupos de alimentos entre a 1ª e a última consulta de nutrição, com redução significativa de embutidos (8,3%) e de pão (18,3%), enquanto aumentou o consumo de frutas (29,5%) e raízes (6,5%). A frequência de consumo de alimentos industrializados no grupo de diabéticos foi alta nos dois momentos avaliados, com redução significativa após o acompanhamento nutricional, que evidenciou efeitos positivos na qualidade da alimentação do paciente.
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