Análises físico-químicas do óleo de semente de uva orgânica bordô (<em>Vitis labrusca</em>) extraído por ultrassom
Physicochemical analysis of organic bordô grape seed oil (Vitis labrusca) extracted by ultrasound
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n11-127Keywords:
controle de qualidade, extração, rendimentoAbstract
A uva é uma das frutas mais valorizadas no mundo, sendo produzidas mundialmente mais de 73,3 milhões de toneladas no mundo. Os resíduos sólidos da uva processada industrialmente que apresentam interesse econômico são: engaço, formado pela armação do cacho da uva que suporta o fruto; bagaço, constituído pela película, sementes e os restos da polpa da uva; sementes, material filtrado dos líquidos, entre outros. Os óleos vegetais, obtidos da semente de uva apresentam uma mistura complexa de compostos, como ácidos graxos, carotenóides, tocoferois, compostos fenólicos responsáveis por propriedades antioxidantes, antidiabética, antimicrobiana, hepatoprotetora, neuroprotetora e antienvelhecimento. A pesquisa pelo melhor método de extração pode resultar em um óleo de melhor qualidade além de otimizar o tempo. Dessa forma, este trabalho teve como objetivo identificar as melhores condições de extração do óleo de semente de uva por meio do ultrassom, alterando variáveis como frequência, proporção de solvente e tempo. As extrações foram realizadas em duplicatas nas proporções; semente/solvente: 1/4, 1/6 e 1/8 com frequências de 37 e 80 kHz utilizando os solventes, isopropanol e hexano. A melhor condição de extração, com maior rendimento (10,46%) foi a de razão 1/8, com 37 kHz, utilizando o solvente hexano. Para a determinação dos parâmetros de controle de qualidade do óleo foram empregadas metodologias clássicas de titulação como: índices de acidez, saponificação e peróxido. Os procedimentos utilizados são descritos no Manual de Análises Laboratoriais de Saúde Pública de Alimentos do Instituto Adolfo Lutz. O óleo extraído por ultrassom esteve dentro dos parâmetros de qualidade para a os testes de acidez e peróxido, o teste de saponificação apresentou valores acima do permitido, contudo, para os óleos vegetais, quanto mais altos os índices de saponificação maior a indicação para fins alimentares.
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