Perfil de mortalidade materna por hemorragias do terceiro trimestre no Brasil, no período de 2001 e 2020
Profile of maternal mortality due to third-quarter hemorrhages in Brazil, from 2001 to 2020
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n11-101Keywords:
mortalidade materna, hemorragia, epidemiologiaAbstract
Introdução: Destaca-se a hemorragia como uma das maiores causas de mortalidade materna evitável. Dentre os períodos gestacionais, o último trimestre apresenta-se como o período com as principais doenças que representam os quadros hemorrágicos, por importância e frequência: o Descolamento prematuro de placenta (DPP) e a placenta prévia (PP). Metodologia: Os dados foram obtidos a partir do DATASUS, analisando mulheres com idade entre 10-49 anos no período entre 2001-2020 incluindo os óbitos das categorias do CID-10 O43, O44, O45 e O71, de tipo de causa obstétrica direta. Resultados e Discussão: Foram identificados 1993 óbitos por hemorragia do terceiro trimestre no Brasil. Observou-se que a região Norte apresenta a maior média de taxa padronizada de mortalidade, com 4,08 óbitos para cada 100mil (DP=1,43), enquanto que a região Sul apresenta-se com a menor média, no valor de 2,51/100mil (DP=0,92). Destacou-se o DPP com a principal causa de mortalidade, com 57% (1136). Percebeu-se ainda que no Brasil, a faixa etária entre 30-39 anos foi predominante com 913 óbitos (45,8%). Ainda se analisou que o puerpério é o período com maiores índices de óbitos (31,8%). Por fim, a análise de tendência demonstrou que no geral houve uma diminuição da taxa de mortalidade, em concordância com o Nordeste e o Sul, e divergindo do restante das regiões. Conclusão: Entende-se, portanto, que o Brasil ainda necessita de maiores políticas públicas com a finalidade de diminuir a Razão de Mortalidade Materna por Hemorragia (RMMH).
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