Análise da prevalência e desfecho dos casos de abdomen agudo obstrutivo por íleo biliar: uma série de casos
Analysis of the prevalence and outcome of acute obstructive abdomen cases by biliary ileum: a serie of cases
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n11-096%20Keywords:
vesícula biliar, íleo, fístula, obstrução intestinal, doençaAbstract
Introdução: A doença de Íleo Biliar ocorre devido a uma fístula proveniente da vesícula biliar para o trato gastrointestinal, geralmente no duodeno, sendo uma das causas de obstrução intestinal. A maior parte dos pacientes são idosos e possuem várias comorbidades, o que gera uma alta morbimortalidade. Além disso, a clínica inespecífica corrobora com atrasos diagnósticos nesses pacientes. O tratamento é cirúrgico e a técnica é escolhida de acordo com o caso e o contexto geral do paciente. Método: Foi realizada uma revisão de 5 prontuários de pacientes com diagnóstico de íleo biliar submetidos a laparotomia exploradora, no período de 2 anos. Posteriormente, foi feita uma revisão literária com os descritores “Íleo Biliar” e “Gallstone Illeus”, em português e inglês. Resultados: a idade média dos pacientes foi de 75 anos, com prevalência no sexo feminino, e os sintomas apresentados foram dor abdominal, vômitos, constipação e sintomas colestáticos. Todos os diagnósticos foram realizados antes da cirurgia, através de exames de imagem (radiografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada de abdômen). O tempo médio entre a busca hospitalar até a cirurgia, foi de 29,6h, enquanto a média do tempo de internamento foi de 8,6 dias. Quanto a técnica operatória, todos os pacientes fizeram enterotomia, e um deles também foi colecistectomizado na mesma cirurgia. As complicações pós-operatórias apresentadas foram seroma, hérnia incisional e um óbito. Conclusão: o íleo biliar é uma causa incomum de obstrução intestinal, que requer um alto grau de suspeição para seu diagnóstico. A enterotomia é necessária para a desobstrução, porém a correção da fístula colecistoduodenal ainda é motivo de discussão no meio médico. A conduta cirúrgica e manejo clínico perioperatório devem ser cuidadosos e adequados para um tratamento efetivo, além de ser necessária a individualização no tratamento de cada paciente para obter melhores resultados.
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