Fatores nutricionais associados à depressão
Nutritional factors associated with depression
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n10-360Keywords:
microbioma gastrointestinal, depressão, dieta, alimentaçãoAbstract
As mudanças nos padrões de alimentação das últimas décadas implicaram em alterações fisiológicas potencialmente significativas, inclusive em relação a alterações psicológicas, como no caso da depressão. Desta forma, o objetivo deste estudo foi identificar na literatura a relação dos fatores nutricionais e a depressão. Para tanto, realizou-se um estudo bibliográfico descritivo do tipo revisão integrativa e abordagem qualitativa. A busca foi realizada nas bases de dados SCIELO, PUBMED e MEDLINE no período de março a maio de 2020 e foram analisados artigos completos, disponíveis gratuitamente que abordassem os fatores da dieta correlacionados com a nutrição e depressão, escritos em inglês e português. Verificou-se uma relação entre a depressão e os padrões alimentares, considerando o estilo de vida dos indivíduos na atualidade, fatores socioeconômicos, instalação de doenças crônicas não transmissíveis, sexo. A ingestão de bebidas e alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, componentes processados e açucarados, assim como de alta índice energético influenciam negativamente na manifestação da depressão. Em contraponto, uma alimentação saudável, rica em alimentos in natura e minimamente processados possui função antioxidante no corpo; alimentos à base de frutas, legumes e grãos integrais fornecem um efeito anti-inflamatório, refletindo maior felicidade, motivação, maior satisfação com a vida e maior bem-estar socioemocional. Assim, é necessário manter uma boa alimentação, pois irá atuar como prevenção da doença e promover uma melhor qualidade de vida, ademais, deve evitar alimentos ricos em gordura trans e açúcar para não prejudicar a conexão que há entre o cérebro e intestino.
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