Avaliação do tempo de clampeamento do cordão umbilical e sua relação com a Icterícia no recém nascido
Evaluation of the clamping cord timing and its relationship with Jaundice in the newborn
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n10-319Keywords:
bilirrubina, icterícia, hiperbilirrubinemiaAbstract
OBJETIVOS: O presente estudo teve por objetivo principal avaliar a relação entre o tempo de clampeamento do cordão umbilical e sua implicação na presença de icterícia e necessidade de fototerapia neonatal, além de sua relação com possíveis complicações. MÉTODOS: A amostra final foi de 609 recém-nascidos obtida através de seus prontuários em hospital terciário durante o mês de Julho dos anos de 2018 e 2019. Os resultados foram analisados pelo teste de associação qui-quadrado e, quando apropriado, o teste de probabilidade exato de Fisher. RESULTADOS: Os dados coletados mostraram que o clampeamento tardio vem se tornando comum, embora a não informação sobre o tempo em prontuários também seja muito frequente. Neste estudo, o retardo do clampeamento não esteve relacionado ao aumento das taxas de icterícia, correspondendo a 24,56% dos casos. Além disso, os resultados evidenciam que os bebês que nasceram de parto cesáreo, baixo peso ao nascer e aqueles considerados pequenos para a idade gestacional são mais ictéricos. A fórmula infantil, seja exclusiva ou não, atua como fator de risco para icterícia. Além disso, foi observada relação entre o tempo de início da icterícia e a necessidade de fototerapia; quanto mais tardio o início da icterícia, mais bebês necessitam de fototerapia. CONCLUSÃO: O retardo do tempo de clampeamento tem efeito protetor no desenvolvimento da icterícia neonatal, reduzindo a necessidade de fotoexposição e o tempo de internação hospitalar devido ao ganho de peso gradativo. Porém, mais estudos são necessários sobre o tema.
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