Itinerário terapêutico de sujeito depressivo em sua singularidade e visão familiar
Therapeutic itinerary of a depressive subject in his singularity and family view
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n10-304Keywords:
saúde mental, depressivo, itinerário terapêuticoAbstract
INTRODUÇÃO: Acordado pela Antropologia, Itinerários Terapêuticos são conceitos mais amplos envolvendo aspectos socioculturais, haja vista serem trajetórias individuais ou coletivas que almejam a preservação ou recuperação da saúde (MARTINEZ, 2006; PINHO; PEREIRA, 2012). A partir da Reforma Psiquiátrica brasileira, ocorrida ao final do século XX, o indivíduo com transtorno mental, como o depressivo, conquista sua subjetividade e singularidade. OBJETIVO: Mapear o itinerário terapêutico de sujeito depressivo em suas vivências, e na perspectiva do familiar. METODOLOGIA: Estudo qualitativo, transversal e analítico. Trata-se de um tipo específico de História de Vida, onde se visa criar um documento, captar dados e produzir sentidos para histórias individuais (HAGUETTE, 1992). Ocorreu em sistema de telecomunição com sujeito depressivo e seu familiar, em acompanhamento psiquiátrico de um serviço secundário de saúde, localizado no Grande Recife. Houve uma análise temática de conteúdo a partir das entrevistas semidiretivas, sendo a identidade dos sujeitos preservação com substituição por pseudônimos. RESULTADOS: Há temas centrais que direcionam o sentido da memória do paciente e esposa para determinados eventos, uma narrativa das experiências do adoecimento. Os principais temas foram os seguintes: Percepção dos primeiros sintomas antes do tratamento; médicos, psicólogos e terapeuta ocupacionais particulares; avaliação dos atendimentos particulares; CAPS particular e atividades multidisciplinares; médico particular atual e psicóloga; avaliação do estado atual do processo saúde doença. Se retratando ao último tema, o sujeito Paulo relata: “Me vejo mais calmo, mas vez por outra, as ideias ruins voltam e você fica precisando ter muito controle para não se deixar levar por elas”. CONCLUSÃO: Entender o contexto de vida do paciente, interpretado por ele e pela esposa, permite acessar particularidades que o levaram a iniciar seu processo de cuidado no âmbito da saúde mental. Contudo, a presente pesquisa não visa minimizar a discussão a uma busca pela causa, mas sim possibilitar ao sujeito autonomia para contar sua história.
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