Estudo macromorfoscópico da espinha bífida oculta em esqueletos brasileiros contemporâneos identificados
A macromorphoscopic study of spina bifida occulta in contemporary identified brazilian skeletons
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n10-221Keywords:
antropologia forense, identificação humana, espinha bífida oculta.Abstract
A espinha bífida oculta consiste em uma malformação congênita no desenvolvimento intrauterino, ocasionada por falha no fechamento dos arcos vertebrais posteriores e pode fornecer informações valiosas para a identificação humana. O objetivo dessa pesquisa foi avaliar a ocorrência de espinha bífida oculta em esqueletos humanos de ambos os sexos, pertencentes a uma coleção osteológica do nordeste brasileiro, verificando sua frequência, a região da coluna vertebral mais acometida e seu potencial individualizador. Trata-se de um estudo quantitativo cujo universo foi composto por 427 esqueletos pertencentes ao acervo do Centro de Estudos em Antropologia Forense da Faculdade de Odontologia de Pernambuco/Universidade de Pernambuco (CEAF/FOP/UPE). A amostra foi do tipo não probabilística e selecionada a partir dos critérios de inclusão e exclusão. Foi realizado o estudo macromorfoscópico minucioso das regiões da coluna vertebral dos esqueletos nas quais podem ser encontradas a malformação em estudo. A análise dos resultados foi obtida através de testes estatísticos, utilizando-se o programa IBM™ SPSS® (versão 20.0). A amostra final consistiu em 375 esqueletos, tendo sido observada uma frequência de 31,1% de espinha bífida oculta nesta coleção osteológica, com maior preferência para o sexo masculino. Apesar de acometer várias regiões da coluna vertebral, houve uma presença significantemente maior em vértebras no segmento sacral. Os conhecimentos anatômicos e osteológicos são indispensáveis para análises de características esqueléticas discretas. Tornam-se importante estudos científicos que permitam fornecer informações de diferentes populações, principalmente no tocante às características potencialmente individualizadoras, no contexto da identificação humana.
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