Uma análise de gênero digital: o Whatsapp e a organização de ações significativas para a comunidade surda
A digital genre analysis: Whatsapp and the organization of meaningful actions for the deaf community
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n10-123Keywords:
Whatsapp, surdo, gêneros textuais, libras, portuguêsAbstract
A presente pesquisa investigou quais gêneros textuais são mais utilizados pelos surdos participantes de um grupo do Whatsapp. Para tal, as interações dos participantes foram analisadas considerando suas produções e/ou reações com pessoas surdas e ouvintes participantes desse grupo. As discussões propostas nesta pesquisa fundamentam-se em: Quadros (2012) e Capovilla & Capovilla (2002), com o intuito de apresentar algumas questões relacionadas a Libras, ao surdo e à perspectiva bilíngue bimodal. Em Paiva (2009), relacionada às possibilidades de propiciamento apresentadas por essa autora com a realidade linguística dos surdos que se utilizam tanto da Língua Portuguesa para escreverem suas mensagens no WhatsApp bem como da Libras. Já em Bazerman (2009), Marcuschi (2010) e Miller (2012) são discutidas algumas noções de gênero textual e a respeito da noção de gênero digital. E em Costa & Costa (2010) e Kozinets (2014) são apresentados os principais procedimentos metodológicos aplicados e desenvolvidos nesta pesquisa, são eles: pesquisa etnográfica, participação observante, entrevista online etc. A relevância dessa pesquisa é justificada pelo fato de o surdo, por ser bilíngue bimodal, ser capaz de propiciar relações sócio interativas ao escreverem em Língua Portuguesa para enviarem suas mensagens pelo aplicativo e em demais situações. Para tanto, analisamos o grupo do aplicativo no período de quatro meses, que ocorreram nos meses de maio a agosto de 2014. Em seguida, selecionamos os gêneros mais utilizados a partir das mensagens postadas e/ou enviadas pelos surdos participantes desse grupo. A partir disso, filtramos esse corpus, reduzindo-os em grupos para que pudéssemos identificar os gêneros mais recorrentes, de modo a verificar se havia alguma distinção quanto ao uso desses gêneros quando escrito por eles em Língua Portuguesa ou em Libras, através de vídeos e imagens. Diante da análise dos dados, entendemos que o uso do aplicativo pelo grupo criava possibilidades reais de interação a esses indivíduos surdos de forma dinâmica e interativa não somente através da Libras, mas também em Língua Portuguesa.
References
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