Incontinência urinária: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico

Urinary incontinence: epidemiological, pathophysiological aspects and therapeutic management

Authors

  • Francis Henrique Nascimento
  • Daniella Almeida Brito
  • Amanda Santos de Almeida
  • Saulo Júnio Campos Mont’alvão
  • Rafaela Furtado de Mendonça Picinin Martins
  • Mayara Madeira Mendes
  • Gabriela Resende Basílio
  • Daniela da Guarda Ribeiro
  • Mariana Moraes Pacheco

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv8n10-042

Keywords:

incontinência urinária, mulher, sling de uretra média, tratamento

Abstract

A Incontinência Urinária (IU) diz respeito a qualquer perda involuntária de urina. Essa doença pode ocorrer em ambos os sexos, no entanto, a IU ocorre majoritariamente em mulheres, estando muitas vezes associada à disfunção da bexiga ou dos músculos do assoalho pélvico, sendo mais frequente durante a gravidez, parto ou após a menopausa. A prevalência da IU aumenta consideravelmente na quinta década de vida das mulheres. Tal patologia pode ser dividida em tipos diferentes, sendo a Incontinência Urinária de Esforço (IUE), a Incontinência Urinária de Urgência (IUU) e a Incontinência Urinária Mista (IUM) as mais comuns. Para o diagnóstico de IU é necessário uma história e um exame físico detalhado, de forma que se consiga não somente confirmar o diagnóstico, mas também fazer a exclusão de outras condições como: epitélio uretral e vaginal finos e ressecados, obstrução intestinal, infecções, limitação da mobilidade, causas emocionais, terapia medicamentosa, endocrinopatias ou delirium. Além da anamnese e exame clínico, podem ser necessários alguns exames complementares para melhorar a investigação, dentre os exames, pode-se citar: urinálise, urocultura, função renal, diário miccional, ultrassonografia e o teste urodinâmico, exame normalmente realizado em pacientes com IU persistente ou com sintomas resistentes às medidas conservadoras. O tratamento da IU pode ser feito de várias formas, porém, nos casos de IUE ou Mista, desde que sejam classificadas como leves ou moderadas, o tratamento conservador por meio da fisioterapia deve ser a primeira opção devido a sua alta efetividade e acessibilidade nessas situações. No entanto, em outras ocasiões, o tratamento farmacológico e o tratamento cirúrgico também podem ser ótimas opções para o tratamento da IU, principalmente na IUU, contribuindo, dessa forma, para uma melhora considerável da qualidade de vida das mulheres que sofrem dessa doença.

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Published

2022-10-05

How to Cite

Nascimento, F. H., Brito , D. A., Almeida, A. S. de, Mont’alvão, S. J. C., Martins, R. F. de M. P., Mendes, M. M., Basílio , G. R., Ribeiro, D. da G., & Pacheco, M. M. (2022). Incontinência urinária: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico: Urinary incontinence: epidemiological, pathophysiological aspects and therapeutic management. Brazilian Journal of Development, 8(10), 65563–65576. https://doi.org/10.34117/bjdv8n10-042

Issue

Section

Original Papers