Leiomioma uterino - repercussões clínicas e manejo cirúrgico

Uterine leiomyoma - clinical repercussions and surgical management

Authors

  • Úrsula Vizzoni de Albuquerque
  • Leticia Yumi Herculano Togoe
  • Victória Feio Obeid
  • Maria Silveira Peres
  • Mariana da Costa Portugal Duarte
  • Camila Segal Cruz
  • Jacqueline Aparecida Almeida Fonseca
  • Ines Guimarães Paro
  • Henrique Rietra Dias Couto
  • Rafael Saldanha Vilaça

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv8n10-020

Keywords:

cirurgia, Leiomioma uterino, manifestações clínicas

Abstract

O leiomioma uterino (LU) é um tumor benigno que tem origem em uma única célula tronco que compõem o miométrio uterino. Essa afecção se manifesta por tumores benignos, que são os mais incidentes do aparelho reprodutor feminino, podendo variar de 20 a 50%. Vale ressaltar os principais fatores de risco, sendo eles: idade avançada, nuliparidade, obesidade, estado pré-menopausa, hipertensão, história familiar e obesidade. A origem fisiopatológica e do desenvolvimento do leiomioma ainda não foram totalmente descobertas, ainda que potenciais genéticos e mecanismos moleculares têm sido exaustivamente debatidos na literatura científica. Dentre as hipóteses do mecanismo patológico dessa doença, a principal delas está ligada às mutações do gene MED12. Em relação às manifestações clínicas, muitas pacientes com LU são assintomáticas, contudo, uma parcela significativa dessa população, por volta de 30%, pode apresentar sintomas, como metrorragia, dificuldade miccional ou fecal. Sabendo que a clínica do LU é variada, exames de imagem como a ultrassonografia são imprescindíveis para a confirmação do diagnóstico, sendo a ultrassonografia transabdominal e a transvaginal as mais utilizadas e classificadas segundo a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia. Na perspectiva terapêutica, a histerectomia persiste sendo o único tratamento cirúrgico definitivo para leiomiomas sintomáticos, desde que a mulher já esteja com sua prole definida e que não se oponha à retirada do útero. Tal método propedêutico apresenta resultados favoráveis quando se trata de menor tempo de operação e menor dor pós-operatória em 24 horas.

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Published

2022-10-04

How to Cite

Albuquerque, Úrsula V. de, Togoe, L. Y. H., Obeid, V. F., Peres, M. S., Duarte, M. da C. P., Cruz, C. S., Fonseca, J. A. A., Paro, I. G., Couto, H. R. D., & Vilaça, R. S. (2022). Leiomioma uterino - repercussões clínicas e manejo cirúrgico: Uterine leiomyoma - clinical repercussions and surgical management. Brazilian Journal of Development, 8(10), 65246–65257. https://doi.org/10.34117/bjdv8n10-020

Issue

Section

Original Papers