O ensino de matemática para surdos
Teaching mathematics to the deaf
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n9-071Keywords:
ensino bilíngue, educação de surdos, ensino de matemáticaAbstract
Este artigo objetiva refletir sobre como ocorre a aprendizagem da Matemática por alunos surdos, principalmente nos anos iniciais do Ensino Fundamental. O aluno surdo deveria dominar uma língua diferente da do ouvinte, a Língua Brasileira de Sinais (Libras), porém, geralmente, quando a criança tem pais ouvintes, há uma dificuldade de aceitação de seus limites, por isso, matriculam seus filhos em escolas regulares. A demora para a criança surda ter acesso à Libras faz com o seu desenvolvimento escolar e cognitivo seja prejudicado, já que a linguagem é essencial para a mediação do conhecimento. Ainda há casos de surdos que não adquirem a língua de sinais em momento nenhum, sendo apenas oralizados. Como ponto de partida, é importante considerar sempre a cultura do aluno surdo e suas especificidades linguísticas. No entanto, a legislação vigente aponta para a expansão do ensino bilíngue, que até então é considerado o melhor método de aprendizagem dos surdos, pois considera a Libras como primeira língua e a Língua Portuguesa como segunda língua. O ensino de Matemática, tanto para alunos ouvintes quanto para alunos surdos, deve ocorrer conforme os pressupostos do Currículo para a Rede Pública de Ensino de Cascavel e da Proposta Pedagógica Curricular da Rede Pública Municipal - Região da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP), documentos que se fundamentem na Pedagogia Histórico-Crítica e consideram, sobretudo, a resolução de problemas como ponto central para a apreensão dos conceitos matemáticos. No caso de alunos surdos, é imprescindível a utilização de material concreto em associação com a Libras, cujo encaminhamento tem sido utilizado por professores bilíngues que ensinam seus alunos surdos.
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