Peculiaridades da hérnia inguinal - adventos terapêutico e aspectos clínicos
Peculiarities of inguinal hernia - therapeutic advent and clinical aspects
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n9-003Keywords:
cirurgia abdominal, hérnia inguinal, herniorrafia, técnica de Lichtenstein, técnica de ShouldiceAbstract
A Hérnia Inguinal (HI) decorre de uma falha na parede abdominal e subdivide-se em direta e indireta. Quanto à etiologia, a causa envolvida na gênese da doença é a fraqueza do tecido conjuntivo da parede abdominal, sobretudo na conformação do colágeno. Ainda, fatores de risco, como história familiar de hérnia na virilha, sexo masculino, aumento da pressão intra-abdominal, tabagismo, diástase peritoneal e história de apendicectomia, predispõe o curso da HI. Sua identificação depende de uma anamnese minuciosa, um exame físico bem detalhado e exames complementares. No que tange ao diagnóstico clínico, a manobra de Valsalva é o principal exame semiológico para detecção da patologia. Para auxílio diagnóstico, lança-se mão da ultrassonografia, ressonância nuclear magnética e tomografia computadorizada, fornecendo mais detalhes com melhor acurácia para, juntamente com os dados clínicos, obter um melhor diagnóstico. Já a abordagem terapêutica, apresenta-se através do manejo cirúrgico, dividindo-se em técnica de Shouldice, baseada no reforço da parede através de quatro camadas de fáscia e aponeurose, e técnica de Lichtenstein, que utiliza telas de polipropileno no reforço da parede. A abordagem por técnica videolaparoscópica, pode ser realizada por via pré-peritoneal transabdominal ou via totalmente extraperitoneal. Outrossim, a hérnia encarcerada pode ser abordada pela redução manual através da manobra de Taxis, quando não apresenta sinais de sofrimento visceral devido ao estrangulamento. Por fim, quanto às complicações, destacam-se: recidiva da hérnia, dor inguinal crônica, ejaculação dolorosa, infecção da ferida operatória, incontinência urinária, sangramento e lesão do cordão espermático.
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