Gestação ectópica: aspectos epidemiológicos, fisiopatológicos e manejo terapêutico
Ectopic pregnancy: epidemiological, physiopathological aspects and therapeutic management
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n9-002Keywords:
doença inflamatória pélvica, gestação, gonadotrofina coriônica, gravidez ectópicaAbstract
A gravidez ectópica (GE) representa uma complicação infrequente na gestação, na qual a implantação do embrião ocorre fora da cavidade uterina. A despeito da alta taxa de mortalidade quando complicada, a GE possui uma prevalência relativamente baixa, de 2%. Alguns fatores de risco estão bem esclarecidos na literatura, como a GE prévia, doença inflamatória pélvica (DIP), idade avançada e tabagismo; contudo, os mecanismos fisiopatológicos da doença ainda não estão totalmente elucidados. Nesse sentido, acredita-se que existam genes e microRNAs, atuantes em meio intra e extra celular, que modulam desde a concepção até o desenvolvimento do embrião e são associados à fisiopatologia da GE. Dentre eles estão as interleucinas 6 e 8, o fator de crescimento endotelial vascular A, além dos receptores de estrogênio 1 e do fator de crescimento epidérmico. Outrossim, as manifestações clínicas da doença são inespecíficas e a hipótese diagnóstica sempre deve ser considerada em mulheres na menacme que apresentam dor abdominal, sangramento vaginal e menstruação atrasada. O diagnóstico é suspeitado a partir da anamnese e do exame físico detalhados, sendo confirmado através da dosagem do hormônio gonadotrofina coriônica e com presença de saco gestacional fora da cavidade uterina. Contudo, estes exames não possuem elevada especificidade e sensibilidade; dessa maneira, o avanço na pesquisa de outros biomarcadores possibilitaria melhor elucidação da GE e permitiria o desenvolvimento de métodos diagnósticos cada vez mais precisos e precoces.
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