<em>Galleria mellonella</em>: estudo de modelo invertebrado para ativação de virulência do complexo <em>Sporothrix schenckii</em>

<em>Galleria mellonella</em>: an invertebrate model study to activating the virulence of the <em>Sporothrix schenckii</em> Complex

Authors

  • Gracielle de Freitas Soares
  • Beatriz dos Santos Viegas
  • Ana Karla Lima Freire Cabral

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv8n8-326

Keywords:

Sporothrix schenckii, Galleria mellonella, virulência, modelo alternativo

Abstract

A resposta imunológica frente às infecções fúngicas varia com o tipo de micose, que depende do fator de virulência do microrganismo. A esporotricose é uma micose subcutânea endêmica no Brasil e possui como um dos seus principais agentes o fungo Sporothrix brasiliensis, este é o agente de maior virulência do complexo Sporothrix scheencki. Esta é justificada pela interação dos seguintes fatores: secreção de moléculas antigênicas, como a gp70 e melanina, além do dimorfismo térmico. Essa micose possui alta incidência, porém há poucos estudos acerca da interação dos fatores de virulência com o hospedeiro. O estudo em organismos vivos é essencial para compreensão dos mecanismos de interação, adesão e dano tecidual deste patógeno, uma vez tendo conhecimento destas interações patógeno-hospedeiro, os caminhos para a terapêutica destas infecções fúngicas serão melhores elucidados. Um dos testes in vivo é baseado no modelo da Galleria mellonella ou traça da cera. O estudo teve como objetivo estudar a Galleria mellonella como modelo invertebrado in vivo para reativação dos fatores de virulência do complexo Sporothrix schenckii. A G. mellonella é atualmente empregada em estudos de patofisiologia e virulência de bactérias e fungos, pois o seu sistema imune possui mecanismos imunológicos semelhantes aos presentes em mamíferos, o que permite obter resultados satisfatórios. Para reativar a os fatores de virulências foi feito: a) Seleção da concentração de células adequadas para infectar as larvas de Galleria mellonella; b) Recuperação das células fúngicas viáveis após a morte das larvas; e c) Construção da curva de sobrevivência das larvas do primeiro e do segundo grupo infectado. Este trabalho foi executado no Laboratório de Micologia Clínica e Laboratório de Imunologia e Virologia Clínicas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da UFAM. Foi utilizado microrganismo do Complexo Sporothrix preservado na Sala de Coleção de Microrganismos da FCF. As larvas de Galleria selecionadas para os ensaios de sobrevivência tiveram peso entre 100 e 150 mg. Houve um grupo infecção e um grupo controle, onde 10 larvas foram infectadas no primeiro grupo, e o tempo de morte foi avaliado. Após a morte das larvas, a hemolinfa foi obtida através da trituração do invertebrado e, posteriormente, foi filtrada. A lâmina foi preparada a partir do pellet formado, e, sob a visualização microscópica, foi possível observar células leveduriformes, a forma associada com a manifestação da doença.

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Published

2022-08-30

How to Cite

Soares, G. de F., Viegas, B. dos S., & Cabral, A. K. L. F. (2022). <em>Galleria mellonella</em>: estudo de modelo invertebrado para ativação de virulência do complexo <em>Sporothrix schenckii</em>: <em>Galleria mellonella</em>: an invertebrate model study to activating the virulence of the <em>Sporothrix schenckii</em> Complex. Brazilian Journal of Development, 8(8), 59909–59922. https://doi.org/10.34117/bjdv8n8-326

Issue

Section

Original Papers