Estudo epidemiológico do comportamento da SRAG pelo vírus Influenza em crianças antes e após a pandemia do Covid-19 no Brasil
Epidemiological study of SARS by Influenza behavior in pediatrics before and after Covid-19 pandemic in Brazil
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n8-007Keywords:
gripe Influenza, síndrome respiratória aguda grave, epidemiologia, pediatriaAbstract
O Myxovirus influenzae tipo A subtipo H1N1, vírus causador da Gripe Influenza, apresenta grande relevância clínica dada sua maior capacidade de causar epidemias. Sua principal complicação, a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), deve ser cuidadosamente monitorada pelos profissionais da saúde dada a sua alta taxa de mortalidade. O SARS-Cov-2, agente causador da COVID-19, também possui a SRAG como uma de suas principais complicações, o que levou os primeiros casos de COVID-19 a serem tratados como uma possível cepa mutante do Vírus Influenza. Portanto, a compreensão da realidade epidemiológica da SRAG no Brasil é de fundamental importância para o entendimento da exposição a ambos os vírus atualmente circulantes e que possuem essa síndrome como agravo comum. Logo, este trabalho tem por objetivo analisar o comportamento epidemiológico dos casos de SRAG decorrentes de Influenza nas faixas etárias da população pediátrica, em âmbito nacional, antes e após a pandemia. Foram coletados na base de dados da Secretaria de Vigilância em Saúde os números absolutos de hospitalizações por SRAG causada por Influenza para as faixas etárias de 0 a 2, 3 a 5, 6 a 9 e 10 a 19, para cada um dos quatro anos referidos. Para a análise da normalidade, foi utilizado o teste de Shapiro-Wilk e, para comparação entre os grupos estudados foi o Kruskal-Wallis para dados não paramétricos. Todos os resultados obtidos através do teste Shapiro-Wilk apresentaram p ≤ 0.05. Os resultados do teste de o Kruskal-Wallis demonstram que em todas as faixas etárias estabelecidas neste estudo houve diferença significativa nos casos notificados de SRAG por Influenza nos anos de 2020 e 2021, quando comparados aos anos de 2018 e 2019, sendo a faixa etária de 0 a 2 a que apresenta o padrão de maior risco de acometimento por SRAG.

