O materialismo histórico e o fim do estado em Karl Marx
Historical materialism and the end of the state in Karl Marx
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n7-313Keywords:
estado, estado, materialismo histórico, materialismo histórico, sociedade civil, sociedade civil, dominação, dominaçãoAbstract
O presente artigo analisa as diversas concepções filosóficas de Estado, a saber, a organicista, a contratual, a formal e a inserção da concepção de Estado na teoria Marxista como organicista. Aborda-se a teoria materialista da história que, em contraposição ao idealismo, adota uma visão de mundo em que a relações sociais, seus elementos de produção e constituição material, determinam o pensamento, a ideologia e a superestrutura. Derivando-se desta concepção de história como material e não determinada pelas ideias, parte-se para a análise do Estado como elemento de dominação de classe e como expressão das contradições existentes na sociedade civil, já que consiste em um conjunto de representações derivadas das relações materiais existentes no seio social, mas que, ao mesmo tempo, influi na permanência do status quo. Diante disso, Marx vai concluir que o proletariado, ao tomar o poder, não lhe resta outra alternativa a não ser a extinção do Estado burguês, tout court, embora, a partir do conceito da dialética hegeliana, mesmo com sua negação, alguns elementos essenciais do Estado ainda se conservem.

