Perfil sociodemográfico de pacientes portadores de HIV/AIDS internados no Hospital Universitário Alcides Carneiro para tratamento de infecções oportunistas / Sociodemographic profile of HIV/AIDS patients admitted to Hospital Universitário Alcides Carneiro for treatment of opportunistic infections
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n7-204Keywords:
perfil sociodemográfico, perfil sociodemográfico, HIV, HIV, infecções oportunistas., infecções oportunistas.Abstract
O Brasil tem enfrentado uma transição no perfil do HIV, seguindo rumo a feminização, pauperização, interiorização, heterossexualização e juvenilização da doença – fenômenos os quais foram identificados em artigo recente, em amostras de populações vivendo com HIV/AIDS na Capital do Estado da Paraíba. A identificação do perfil sociodemográfico é importante, uma vez que o perfil de pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA) é muito variável a depender da localidade onde residem. Apesar de Campina Grande ser a segunda cidade na Paraíba com maior número de casos acumulados, não há contribuições científicas recentes sobre a temática na região. O objetivo deste estudo foi descrever o perfil sociodemográfico dos pacientes portadores de HIV/AIDS internados no serviço de Infectologia do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) para tratamento de Infecções Oportunistas. Trata-se de uma pesquisa de corte transversal, do tipo observacional, a qual contou como instrumento de coleta de dados, questionários aplicados aos usuários internados na Ala E, do mesmo serviço, no período entre Agosto de 2017 e Julho de 2018. O perfil predominante foi de homens heterossexuais na faixa etária de 50 a 54 anos, pardos, analfabetos, desempregados, ou com renda salarial de até um salário mínimo, não usuário de drogas, com provável modo de transmissão viral por via sexual, com situação de residência urbana, estado civil solteiros, com média de 3 filhos, católicos, os quais, 50% alegavam usar preservativo. De forma comparativa, o perfil sociodemográfico apresentou a maior parte das variáveis semelhantes à demonstrada por outros pesquisadores brasileiros, seguindo as tendências nacionais. Conclui-se que o perfil epidemiológico do grupo populacional estudado acompanha o padrão nacional, exceto quanto à faixa etária, que se apresentou, predominantemente, acima de 50 anos nos indivíduos estudados na atual pesquisa.
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