Imagem, imaginário e o fenômeno glocal interativo: reflexões sobre a teleexistência conformada pelo neonomadismo / Image, imaginary and the interactive glocal phenomenon: reflections on teleexistence conformed by neonomadism
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n7-180Keywords:
imagem luz, glocal, teleexistência, neonomadismo.Abstract
O presente artigo tem como objetivo traçar um breve quadro teórico de conceituação de imagem e de imaginário, para que seja possível analisar a influência de ambos ao serem reescalonados para a dimensão tecnológica. Atualmente, a humanidade encontra-se no contexto da cibercultura. Época em que, para acompanhar o ritmo acelerado instituído pelos avanços tecnológicos, os indivíduos se veem dispostos a “acoplar o corpo e a mente” aos mais diversos dispositivos infotecnológicos na tentativa de não ficar ao largo da sociedade. Sob o suporte tecnológico, a imagem e o imaginário regem como utopia, denominada de fenômeno glocal. É por meio do glocal que a imagem e o imaginário atingem o seu status de valor, vigorando como teleexistência, onde a fuga dos corpos é gerada por um “neonomadismo” sem limites que, a um só tempo, o corpo espectral é levado a estender-se na velocidade da luz no espaço virtual, mesmo tendo o corpo físico inerte no espaço geográfico.
References
BAITELLO, Norval (2005). A era da iconofagia: ensaios de comunicação e cultura. São Paulo: Harcker Editores.
_______ (1994). Os meios da incomunicação. São Paulo: Annablume.
_______ (2012). O pensamento sentado: sobre glúteos, cadeiras e imagens. São Paulo: Editora Unisinos.
BAUDRILLARD, Jean (1991). Simulacros e simulações. Portugal: Relógio D’Água.
_______ (1996). As estratégias fatais. Rio de Janeiro: Rocco.
CASTORIADIS, Cornelius (1986). A instituição imaginária da sociedade. 2. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
FELINTO, Erick (2005). A religião das máquinas: ensaio sobre o imaginário da cibercultura. Porto Alegre: Sulina.
FLUSSER, Vilém (2007). Filosofia da caixa preta: ensaios para uma futura filosofia da fotografia. São Paulo: Cosac Naify.
FREUD, Sigmund (1997). O mal estar da civilização. Rio de Janeiro: Imago.
_______ (1945).Psicologia das massas e análise do eu. In.Obras Completas. São Paulo: Standart.
GUASCO, Luiz (2009). A Lenda de Narciso. Coleção Reencontro Literatura. São Paulo: Scipione.
KAMPER, Dietmar (2007). Imagem. Biblioteca online do Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia – CISC. Disponível em: http://www.cisc.org.br.
_______. Imagem e Fantasia (2007). Biblioteca online do Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia – CISC.
KUMAR, Krishan (1997). Da sociedade pós-industrial à pós-moderna: novas teorias sobre o mundo contemporâneo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
LE BRETON, David (2003). Adeus ao corpo: antropologia e sociedade. Campinas: Papirus.
LEMOS, André; CUNHA, Paulo (org.) (2003).Olhares sobre a cibercultura. Porto Alegre: Sulina.
RÜDIGER, Francisco (2002). Elementos para a crítica da cibercultura: sujeito, objeto e interação na era das novas tecnologias de comunicação. São Paulo: Hacker.
SFEZ, Lucien (2000). Crítica da comunicação. 2. ed. São Paulo: Loyola.
SILVA, Juremir Machado da (2003). As tecnologias do imaginário. Porto Alegre: Sulina.
TRIVINHO, Eugênio (2001). O mal-estar da teoria: a condição da crítica na sociedade tecnológica atual. Rio de Janeiro: Quartet.
_______ (2007). A dromocracia cibercultural: lógica da vida humana na civilização mediática avançada. São Paulo: Paulus.
VIRILIO, Paul (1993). A inércia polar. Lisboa: Dom Quixote.
_________(1993). O espaço crítico e as perspectivas do tempo real. Rio de Janeiro: Ed. 34.
_________(1996). Velocidade e política. 2. ed. São Paulo: Estação Liberdade, 1996b.
WIENER, Norbert (1984). Cibernética e sociedade: o uso humano de seres humanos. 5. ed. São Paulo: Cultrix.

