Uso de Cloridrato de Betanecol em incontinência urinária por Mieloencefalite Protozoária equina: relato de caso / Use of Betanechol Hydrochloride in urinary incontinence due to equine protozoal Myeloencephalitis: case report
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n7-175Keywords:
incontinência urinária, Betanecol, Mieloencefalite e equino.Abstract
A mieloencefalite equina protozoária (MEP) é uma doença infectocontagiosa que afeta os equídeos. Por atingir o sistema nervoso central, os sinais clínicos podem variar desde incoordenação motora, ataxia, perda da propriocepção, atrofia muscular e até incontinência urinária. Sendo de baixa frequência na medicina equina, a incontinência urinária provém de várias alterações neurais/funcionais. Queimaduras em regiões mediais dos membros posteriores causadas pelos escapes de urina frequente, são os sinais clínicos desta patologia. O atual trabalho relata um equino, fêmea, com queixa principal de escapes de urina e queimaduras na região medial dos membros posteriores. No exame físico, foram identificadas as queimaduras e em seguida, realizado o teste neurológico contendo resultados positivos para MEP. Como tratamento, foram administrados dimetilsulfóxido (DMSO) e diclazuril. Para a incontinência urinária foi utilizado o cloridrato de betanecol, BID, por 8 dias. Decorrendo 14 dias recebeu alta hospitalar, já sem sinais de incontinência. Porém, após 4 meses voltou apresentar queimaduras nos membros posteriores indicando o retorno da incontinência urinária. O betanecol tornou-se eficaz por aumentar o tônus da musculatura da bexiga pela sua ação parassimpática, porém para melhor eficiência deve ser administrado em casos iniciais de paralisa de bexiga.
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