Desenvolvimento inicial de Coffea SP. Cultivados em sub-bosque de Acacia manguim / Initial development of Coffea SP. Grown in an Acacia manguim understory
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n7-158Keywords:
melhoramento genético, variabilidade genética, Coffea arabica, Coffea canephora, agroflorestal.Abstract
A espécie Coffea arabica tem sido indicada para cultivo em regiões de maior altitude e de temperaturas amenas. Contudo, alguns genótipos desta espécie possuem tolerância a temperaturas mais elevadas e déficit hídrico mais pronunciado, o que é característico de regiões savânicas. Com intuito de avaliar cultivares da espécie no Bioma Cerrado, foi instalado um ensaio de competição entre 13 genótipos de cafés sombreados por Acacia mangium, seguindo o delineamento de blocos casualizados, com três repetições e três plantas por parcela das cultivares: IAC 125, IPR 100, Catuaí Vermelho IAC 144, Novo Mundo, Catuaí Amarelo, Acauã (Asa Branca), Novo Acauã, Arara Amarelo, Catucaí 20/15, Catucaí 2SL, Catuaí IAC 62 e duas cultivares de Coffea canephora como testemunhas intercalares (Catuatã e BRS Ouro Preto). Coletou-se informações sobre diâmetro de caule; número de folhas e altura de plantas durante o período de maio a agosto de 2017. Foi detectada diferenças estatísticas nas três variáveis avaliadas. A cultivar Catucaí 2SL apresentou maior altura, seguida das cultivares BRS Ouro Preto, Catuaí vermelho IAC 144, Catuaí IAC 62 e Novo Mundo. As cultivares Catucaí 2SL e Catuaí IAC 62 apresentaram o maior número de folhas, enquanto BRS Ouro Preto e Catucaí 2SL apresentaram maiores valores de diâmetro de coleto. Nas condições em que foi conduzido este experimento, a cultivar Catucaí 2SL destacou-se nas três variáveis avaliadas. Concluiu-se que há variabilidade genética suficiente para iniciar um programa de seleção adaptados às condições edafoclimáticas do Vale do Araguaia.
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