Abertura econômica e desregulamentação financeira no brasil: lições das últimas décadas/ Economic opening and financial improvement in brazil: lessons from the last decades
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv5n11-255Keywords:
abertura econômica, crescimento econômico, desregulamentação, vulnerabilidade.Abstract
Este artigo se propõe a abordar os processos de abertura comercial e de desregulamentação financeira na economia brasileira, nas últimas décadas, trazendo à luz as principais lições desta experiência. São enfatizados os argumentos teóricos utilizados para a defesa do processo de abertura econômica e aqueles empregados em sua crítica. Constata-se que não há evidências suficientes de que haja uma relação positiva entre aumento da abertura econômica e crescimento do PIB. A economia brasileira sofreu um choque de competição, mas não foi submetida a um choque de competitividade que oferecesse os incentivos e as condições (tempo e recursos) para que a indústria brasileira reduzisse o hiato tecnológico e sobrevivesse (e se expandisse) exposta ao competitivo mercado internacional. O processo de abertura comercial foi muito célere e não ofereceu um período de transição adequado para que as empresas brasileiras se ajustassem às novas condições. O aumento do grau de abertura, por si só, não foi capaz de promover a integração da produção industrial brasileira às cadeias globais de valor mais importantes. Ademais, a abertura econômica realizada no Brasil não equacionou o problema da escassez de capital do país. Grande parte do influxo de capitais quando da abertura econômica se voltou para privatizações, sem a adição líquida de capacidade produtiva. É possível afirmar que países com maior grau de abertura tendem a ser mais vulneráveis a crises econômicas, embora os seus efeitos deletérios possam ser atenuados se o país mantiver um elevado estoque de reservas internacionais. Conclui-se, diante desses aspectos, que o aumento do grau de abertura econômica não gerou os efeitos positivos prometidos na economia brasileira, de modo que permanecem grandes desafios quanto à: i) competitividade; ii) disponibilidade de capital para investimento; iii) capacitação tecnológica e; iv) capacidade de dinamizar o crescimento econômico do País.
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