Hipertireoidismo felino: uma revisão / Feline hyperthyroidism: a review
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n3-444Keywords:
tireoidectomia, metimazol, tireoideAbstract
O hipertireoidismo é resultante da produção exagerada de T3(triiodotironina) e T4(tiroxina) de forma autônoma pela glândula tireoide, raramente é causado por disfunção no hipotálamo e hipófise. A maioria dos casos é consequência do desenvolvimento de adenoma ou hiperplasia adenomatosa multinodular, 2% secundário a carcinoma tireoidiano. São vários os fatores listados que contribuem para a doença, a qual passou a ter sua etiologia considerada multifatorial. Acredita-se que além da predisposição genética há envolvimento nutricional e ambiental. As manifestações clínicas comumente encontradas nesses pacientes são: polifagia, perda de peso, poliúria, polidipsia, irritabilidade/ hiperatividade, vômito, diarreia e bócio palpável. O diagnóstico é baseado na dosagem do T4 total associado às manifestações clínicas do paciente. As opções de tratamento devem ser consideradas pelo médico veterinário avaliando a disponibilidade de técnica e custo para o tutor. O prognóstico depende da escolha do tratamento, visto que para as técnicas curativas como a tireoidectomia e o iodo radioativo são excelentes. Porém é necessário um cirurgião e anestesista experiente para realizar a tireoidectomia e para a execução do iodo radioativo necessita-se de um médico veterinário capacitado, materiais e estruturas apropriadas. A terapia medicamentosa com metimazol e o carbimazol são opções de baixo custo, porém não são curativas e o tutor deve estar ciente da necessidade de monitoramento hormonal até que a dose efetiva seja estabelecida. Eles são capazes de controlar a síntese e secreção do hormônio tireoidiano via inibição enzimática, promovendo assim, bloqueio das ações deletérias do T3 e T4 em excesso nos tecidos.
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