Avaliação das atitudes relacionadas á escolha alimentar de pacientes com transtornos alimentares / Evaluation of attitudes related to food choice in patients with eating disorders

Authors

  • Luiza Amaral Vilela Brazilian Journals Publicações de Periódicos, São José dos Pinhais, Paraná
  • Amanda Eliza Matos
  • Amanda Santos Silva
  • Salvador Boccaletti Ramos
  • Marina Garcia Manochio-Pina

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv8n3-304

Keywords:

transtornos da alimentação e da ingestão de alimentos, índice de massa corporal, anorexia, bulimia

Abstract

O objetivo do estudo foi aplicar a Escala de Atitudes em Relação ao Sabor dos alimentos em pacientes com transtornos alimentares do sexo feminino, em mulheres sem a doença e investigar a associação entre as atitudes em relação ao sabor dos alimentos e o estado nutricional. Realizou-se a pesquisa, com as pacientes de um ambulatório especializado no interior de São Paulo (GP) e um Grupo Controle (GC) composto por universitárias consideradas sem a doença, cujos critérios de inclusão foram eutrofia, resultado negativo no Eating Attitudes Test -EAT-26 e estar matriculada em algum curso de graduação da Unifran, com exceção o curso de nutrição. As participantes que aceitaram participar da pesquisa assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido antes da coleta de dados. O estado nutricional foi investigado através do Índice de Massa Corporal e foi aplicada a Escala de Atitudes em Relação ao Sabor (EARSS). Participaram deste estudo 24 mulheres, 12 com TA (BN=5 AN=7) e um grupo controle, também com 12 mulheres. A idade, em média foi de 27.917 anos no GP enquanto no GC foi 20.091 anos. Observou-se eutrofia em ambos os grupos (23,52kg/m² no GP e 21,45kg/m² no GC). O GP teve uma maior pontuação na escala de Saúde enquanto o GC teve uma maior pontuação na escala de sabor. Pacientes com transtornos alimentares tendem a pontuar mais na escala de saúde, pois, negligenciam o prazer em comer. Sabe-se que, indivíduos com transtornos alimentares, em momentos de restrição fazem suas escolhas alimentares em função do distúrbio alimentar, do desejo de magreza, do medo de ganhar peso e das crenças, sendo esperado alto grau de interesse por alimentos poucos calóricos, muitas vezes tidos como saudáveis.

References

Adami-lauand, C. B.,& Ribeiro, R.P.P. (2010). A herança transgeracional nos transtornos alimentares: algumas reflexões. Psicologia USP. 22 (4), p.927-942.

Aikman, S.N., Cristes Jr, S.L., &Fabrigar, L.R. (2006) Beyond affect and cognition: identificarion of the informational bases of food atitudes. Jour. Appl. Soc. Psychol. 36 (2). p.340-82.

American Psychiatric Association (APA); 2013. Manual diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais-: DSM-5. Artmed Editora.

Algarenga, M.,& Philippi, S.T. (2004). Transtornos alimentares: uma visão nutricional. Barueri: Manole.

Alvarenga, M.,& Philippi, S.T. (2011). Estrutura, padrão, consumo e atitude alimentar: conceitos e aplicações nos transtornos alimentares. In: Alvarenga, M; Scagliusi, F. B; Philippi, S.T. (Org.) Nutrição e transtornos alimentares: avaliação e tratamento. São Paulo, SP, Manole.

Alvarenga, M.S.,& Dunker, K.L.L. (2004). Padrão e comportamento alimentar na anorexia e bulimia nervosa. In: Alvarenga, M.S; Philippi, S.T. Transtornos alimentares: uma visão nutricional. Barueri, SP, Manole, p.131-48.

Alvarenga, M.S., Scagliusi, F.B.,& Philippi ST. (2010). Development and validity of the disordered eating attitude scale. Percept Mot Skills. 110 (2). p. 379-95.

Alvarenga, M.S.; Figueiredo, M.; Timerman, F.; Antonaccio, C. (2019). Atitude e comportamento alimentar – determinantes de esocolhas e consume. In: Nutrição Comportamental. Barueri, SP, Manole, 2ª ed. p. 25-56.

Arcan, C., Neumark-Sztainer, D., Hannan, P., Van Den Berg, P.; Story, M.,& Larson, N. (2007). Parental eating behaviors home food environment and adolescent intakes of fruits, vegetables and dairy foods. Public Health Nutr. 10, p. 1257-65.

Beauchamp, G.K., &Menella, J.A. (2011). Flavor perception in human infants: development and functional significances. Digestion.83(suppl1):1-6.

Betoni, F., Zanardo, V.P.S.,& Ceni, G.C. (2010). Avaliação de utilização de dietas da moda por pacientes de um ambulatório de especialidades em nutrição e suas implicações do metabolismo. Consciência e Saúde. 9 (1). p.430-440.

Bighetti, F. et al. (2004). Tradução e validação do Eating atitudes test em adolescentes do sexo feminino na cidade de ribeirão preto-sp. Jor. Bras. Psiquiatr. 6 (55). p. 339-46.

Birch, L.L. (1999). Development of food preferences. Annu. Rev. Nutr.19. p.41-62.

Bucaretchi, A.H. (2003) Anorexia e bulimia nervosa: uma visão multidisciplinar. São Paulo: Caso do Psicólogo.

Copetti, A.V.S; QUIROGA, C.V. (2018). A influência da mídia nos transtornos alimentares e na autoimagem em adolescentes. Revista de Psicologia da IMED, Passo Fundo, vol. 10, n. 2, p. 161-177, Jul.-Dez., 2018 - ISSN 2175-5027

De Melo, Denise Soares, et al. "BAIXA AUTOESTIMA E TRANSTORNOS ALIMENTARES NA MULHER." Congresso Internacional em Saúde. No. 8. 2021.

Eertmans, A., Bayeens. F., &Van den Bergh, O. (2001). Food likes and their relative importance in human eating behavior: review and preliminar suggestions for health promotion. Health Education Research. 16(4). p. 443-56.

Fortes, L.C., Amaral, A.C.S., Almeida, S.S.,& Ferreira, M.E.C. (2013). Efeitos de variáveis psicológicas, morfológicas e sociodemográficas sobre o comportamento alimentar de adolescentes. Rev. Paul. Pedriatr. 31 (2). p. 182-8.

Gahagan, S. (2012). The development of eating behavior: biology and context. J Dev. Behav Pediatr. 33 (3). p.261-271.

Garousi, S.; Garrusi, B.; Baneshi, M.R.; Sharifi, Z. Weight management behaviors in a sample of Iranian adolescent girls. Eat. Weight Disord. 2016, 21, 435–444.

Germov, J.,& Willians, L. (1996). The epidemic of dieting women: the need for a sociological approach to food and nutrition. Appetite. 27 (2). p. 97-108.

Gronow, J. The sociology of taste. (1997). London: Routledge.

Gonçalves, V.O., & Martínez, J.P. (2014). Imagem corporal de adolescentes: um estudo sobre as relações de gênero e influência da mídia. Comunicação e Informação, 17(2), 139-154. doi: https://doi.org/10.5216/31792.

Hay, P.J. (2002). Epidemiologia dos transtornos alimentares: estado atual e desenvolvimento futuro. Rev. Bras. Psiquiatr. 24 (3). p. 13-7.

Hercowitz, A. (2015). Transtornos alimentares na adolescência. Pediatria Moderna, 51(7).

Jacquier, C., Bonthoux, F., Baciu, M., &Ruffieux, B. (2012). Improving the effectiveness of nutritional information polices: assessment of unconscious pleasure mechanisms involved in food-choice decicions. Nutr. Rev. 70 (2). p.118-31.

Jallinoja, P., Pajara, P., &Absetz, P. (2012). Negotiated pleasures in health-seeking lifestyles of participants of a health promoting intervention. Health.14(2) p.115-30.

Kakeshita, I.S., &Almeida, S.S. (2006). Relação entre índice de massa corporal e a percepção da autoimagem em universitários. Rev. Saúde Pública.40 (3). p. 497-204.

Koritar, P. (2013). Atitude em relação à saúde e sabor dos alimentos e imagem corporal entre mulheres. São Paulo. SP. Dissertação (Mestre em Ciências) – Programa de Pós-Graduação em Nutrição em Saúde Pública, Universidade de São Paulo, 125f.

Lake, A.A., Hyland, R.M., Rugg-Gunss, A.J., Wood, C.E., Mathers, J.C.,& Adamson, A.J. (2007). Healthy eating: perceptions and practice (the ASH30 study). Appetite. 48 (2). p. 176-82.

Laus, M.F., Moreira, R.C.M.,& Costa, T.M.B. (2009). Diferenças nas percepções da imagem corporal, no comportamento alimentar e no estado nutricional de universitárias das áreas de saúde e humana. Rev. Psiquiatr.RS. 31 (3). p. 192-6.

Ludewig, A. M., Rech, R. R., Halpern, R., Zanol, F., & Frata, B. (2017). Prevalência de sintomas para transtornos alimentares em escolares de 11 a 15 anos da rede municipal de ensino da cidade de Nova Petrópolis, RS. Revista da AMRIGS, 61(1), 35-39.

Magalhães, V.C.,& Mendonça, G.A.S. (2005). Transtornos alimentares em universitárias: estudo de confiabilidade da versão brasileira de questionários auto preenchíveis. Rev. Bras. Epidemiol. 8 (3). p. 236-245.

Murcott, A. (2002). Nutrition and inequalities: a note on sociological approaches. Eur. J Public Health. 12 (3). p. 203-07.

National Institute for Health and Care Excellence (UK). (2017). Eating disorders: Recognition and treatment. London: National Guideline Alliance (UK).

Organização Mundial de Saúde. Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10. Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas; 1993. p. 351.

Organização Mundial de Saúde. Índice de massa corporal. Biblioteca Virtual da Saúde. 2009. Acesso em: < https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/215_obesidade.html>

Patton, M.Q. (1990). Qualitative evaluation and research methods. Thousand Oaks: Sage

Pettinger, C., Holdsworth, M.,& Gerber, M. (2004). Psycho-social influences on food choice in southern france and central england. Appetite. 42 (3) p. 307-316.

Pike, K.M.,& Borovov, A. (2004). The rise ofe ating disorders in japan: is sues of culture and limitations of the model of “westernization”. Cult Med Psychiatry. 28 (4). p. 493-531.

Pollan, M. O dilema do onívoro. (2006). Rio de Janeiro: Editora Intrínseca.

Powell, E.; Wang-Hall, J.; Bannister, J.A.; Colera, E.; Lopez, F.G. Attachment security and social comparisons as predictors of Pinterest users’ body image concerns. Comput. Hum. Behav. 2018, 83, 221–229.

Roininen, K., Lahteenmaki, L., & Tourila, H. (1999). Quantification of consumer attitudes to health and hedonic characteristics of food.Appetite. 33 (1). p. 71-88.

Roininen, K., Tuorila, H., Xandstra, E.H., Graad, C de., Vehkalahti, K., Stubenitsky, K.,& Mela, D.J. (2001). Differences in health and taste atitudes and reported behavior among finnish, dutch and britisg consumers: a crossnational validation of the health and taste attitude scale (htas). Appetite.37 (1). p.33-45.

Rozin, P., Fischler, C., Imada, S., Sarubin, A., & Wrzesniewski, A. (1999). titudes to food an the role of food in life in the u.s.a japan, flemish belgium and france: possible implications for the diet-health debate. Appetit. 33 (2). p. 163-80.

Rozin, P., Fischler, C., Shields, C., & MASSON, E. (2006). Attitudes towards large number of choices in the food domain: a cross-cultural study of five countries in europe and the usa. Appetite. 46 (3). p. 304-8.

Schebendach, J.E. (2005). Nutrição nos distúrbios alimentares. In: Mahan, L.K, Stump, S.E, Raymond J.L. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. São Paulo: Roca,p. 568-85.

Schomer, E.Z., &Kachani, A.T. (2010).Imagem corporal. In: Cordás, T.A., Kachani A.T. Nutrição em psiquia¬tria. Porto Alegre: Artmed.

Serra, G.M., & Santos, E.M. (2003). Saúde e mídia na construção da obesidade e do corpo perfeito. Ciênc. Saúde Coletiva. 8(3). p. 691-701.

Soares, L.L.S., Deliza, R., & Gonçalves, E.B. (2006) Escalas atitudinais utilizadas em estudos de consumidor: tradução e validação para a língua portuguesa. Alim. Nutr.17(1). p. 51-64

Souza F.G.M., Martins M.C.R., Monteiro F.C.C., MenezesNeto, G.C., & Ribeiro I.B. (2002). Anorexia e bulimia nervosa em alunas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Rev. Psiq. Clín.29(4). p. 172-80.

Sun, Y.H.C. (2008). Health concern food choice motives, and attitudes toward healthy eating: the mediating role of food choice motives. Apettite.51 (2). p. 42-9.

Uzunian, L.G., & Vitalle, M.S.S. (2015). Habilidades sociais: fator de proteção contra transtornos alimen¬tares em adolescentes. Ciênc. Saúde Coletiva.20(11) p. 3495-508.

White, S., Reynolds-Malear, J.B., & Cordero, E. (2011). Disordered eating and the use of un healthy weight control method sinc olleg estudents: 1995, 2002, and 2008. Eating Disorders.19(4). p. 323-34.

World Health Organization. (2010). Global database on body mass index. Recuperado em 20 setembro, 2018, de <http://apps.who.int/bmi/index.jsp?introPage=intro_3.htmL>.

Published

2022-03-23

How to Cite

Vilela, L. A., Matos, A. E., Silva, A. S., Ramos, S. B., & Manochio-Pina, M. G. (2022). Avaliação das atitudes relacionadas á escolha alimentar de pacientes com transtornos alimentares / Evaluation of attitudes related to food choice in patients with eating disorders. Brazilian Journal of Development, 8(3), 20332–20347. https://doi.org/10.34117/bjdv8n3-304

Issue

Section

Original Papers