Modelos de regressão ajustados a dados espaciais de áreas com sementes melhoradas de milho em Moçambique / Regression models fitted to spatial area data which used improved maize seeds in Mozambique

Authors

  • Cláudio Francisco Chipenete
  • Gisela Hélnia Nunes Chipenete
  • Renato Ribeiro de Lima

DOI:

https://doi.org/10.34117/bjdv8n3-279

Keywords:

modelos autorregressivos SAR e SEM, dependência espacial, modelo OLS.

Abstract

Uma variável regionalizada representada por dados de área é aquela em que as observações possuem uma referência geográfica e provem de regiões como aldeias, localidades, municípios, distritos, províncias ou alguma área delimitada no espaço. Para cada uma dessas regiões, esses dados, em geral, se apresentam na forma de média, taxas, proporções, dentre outras. Geralmente, esses tipos de dados espaciais são denominados simplesmente por dados de área. Em estudos com esse tipo de dado, se o interesse é ajustar modelos de regressão ou outro tipo de modelo, deve-se levar em conta a existência de dependência espacial entre as observações. Nesse caso, modelos clássicos de regressão linear (OLS) podem não ser apropriados. Em tais casos, a opção tem sido o uso de modelos indicados para dados de área, como os autorregressivos de defasagem espacial (SAR) ou de erros espaciais correlacionados (SEM). Neste artigo, o objetivo foi avaliar de forma prática, a qualidade do ajuste desses três modelos: SAR, SEM e OLS. Além disso, foi avaliado o efeito da matriz de ponderação espacial W na qualidade de ajuste, um componente essencial nos dois primeiros modelos.  Quanto aos dados, são provenientes de um inquérito agrícola, referente ao uso de sementes melhoradas de milho em Moçambique. Também foi avaliada a contribuição de algumas covariáveis de interesse para os agricultores que utilizam tais sementes. O principal resultado, é que o modelo SAR foi aquele que melhor se ajustou aos dados, seguido do SEM, e por último OLS. Além disso, foi observado que a especificação da matriz W pode influenciar na qualidade do ajuste do modelo.

References

ARTUZO, F. D. et al. O POTENCIAL PRODUTIVO BRASILEIRO: UMA ANÁLISE HISTÓRICA DA PRODUÇÃO DE MILHO. Revista em Agronegócio e Meio Ambiente, v. 12, n. 2, p. 151–540, 2019.

ANSELIN, L.; BERA, A. Spatial dependence in linear regression models with an application to spatial econometrics. Handbook of Applied Economics Statistics, Springer-Verlag, Berlin, v. 21, p. 74, 1998.

BHATTACHARJEE, A.; JENSEN-BUTLER, C. Estimation of the spatial weights matrix under structural constraints. Regional Science and Urban Economics, Elsevier BV, v. 43, n. 4, p. 617–634, jul 2013.

BIVAND, R.; MILLO, G.; PIRAS, G. A review of software for spatial econometrics in r. Mathematics, Multidisciplinary Digital Publishing Institute, v. 9, n. 11, p. 1276, 2021.

BORÉM, A.; MIRANDA, G. V.; FRITSCHE-NETO, R. Melhoramento de plantas. [s.l.] Oficina de Textos, 2021.

FAO. 2019 FAO MOZAMBIQUE ANNUALREPORT. Food and Agriculture Organization of the United Nations, p. 25, 2020.

FAOSTAT. UN Food and Agriculture Organization statistics [Online]Available online at http://www.fao.org/faostat, , 2021.

FINCH-SAVAGE, W. E.; BASSEL, G. W. Seed vigour and crop establishment: extending performance beyond adaptation. Journal of Experimental Botany, v. 67, n. 3, p. 567–591, 2016.

KHAN, N. et al. Exploring the Natural Variation for Seedling Traits and Their Link with Seed Dimensions in Tomato. PLOS ONE, v. 7, n. 8, p. e43991, 2012.

MANGO, N. et al. Maize value chain analysis: A case of smallholder maize production and marketing in selected areas of Malawi and Mozambique. Cogent Business & Management, v. 5, p. 1–15, 2018.

MUZARI, W.; GATSI, W.; MUVHUNZI, S. The Impacts of Technology Adoption on Smallholder Agricultural Productivity in Sub-Saharan Africa: A Review. Journal of Sustainable Development, v. 5, n. 8, p. 69–77, 2012.

GETIS, A.; ALDSTADT, J. Constructing the spatial weights matrix using a local statistic. Geographical analysis, Wiley Online Library, v. 36, n. 2, p. 90–104, 2004.

ANSELIN, L. A test for spatial autocorrelation in seemingly unrelated regressions. Economics Letters, Elsevier, v. 28, n. 4, p. 335–341, 1988.

CRESSIE, N. A. Statistics for spatial data/noel ac cressie. Wiley series in probability and mathematical statistics. Applied probability and statistics section., Wiley. New York. US, 1993.

CHEN, Y. On the four types of weight functions for spatial contiguity matrix. Letters in Spatial and Resource Sciences, Springer Nature, v. 5, n. 2, p. 65–72, jan 2012. R Core Team. R: A Language and Environment for Statistical Computing. Vienna, Austria, 2021.

GEODA Center for geospatial analysis and computation. Version 1.12.1.129 Disponível em: < https://geodacenter.github.io/download_windows.html >. Acesso em: Março, 2022.

GETIS, A. Spatial Autocorrelation. 2010. 255-278 p.

MIGNOUNA, B. et al. Determinants of adopting imazapyr-resistant maize technology and its impact on household Income in western Kenya: AgBioforum, v. 14, n. 3, p. 158-163, 2011.

BONABANA-WABBI, J. Assessing factors affecting adoption of agricultural technologies: The case of integrated pest management (IPM) in Kumi District, Eastern Uganda. 2002. 135 p. Msc. Thesis, Virginia Polytechnic Institute and State University, Virginia, 2002.

Published

2022-03-22

How to Cite

Chipenete, C. F., Chipenete, G. H. N., & Lima, R. R. de. (2022). Modelos de regressão ajustados a dados espaciais de áreas com sementes melhoradas de milho em Moçambique / Regression models fitted to spatial area data which used improved maize seeds in Mozambique. Brazilian Journal of Development, 8(3), 20017–20034. https://doi.org/10.34117/bjdv8n3-279

Issue

Section

Original Papers