Diferenças entre a prevalência, frequência e intensidade de dor nas costas, os hábitos de vida e o nível de estresse de escolares do Rio Grande do Sul, antes e durante a pandemia de Covid-19 / Difference between prevalence, frequency and intensity of back pain, lifestyle habits and stress level in schoolchildren in Rio Grande do Sul, before and during the Covid-19 pandemic
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n3-142Keywords:
dor nas costas, adolescentes, escolas, estresse, covid-19Abstract
A pandemia de COVID-19 é um fenômeno global que pode gerar e agravar problemas de saúde com a dor nas costas, tanto entre adultos, como também entre os adolescentes. Dentre o público jovem, a dor pode ser agravada e influenciada por diversos fatores, como o estresse e os maus hábitos, que podem estar agravados devido à pandemia de COVID-19. Apresentado o contexto atual, esse estudo objetiva comparar a prevalência, frequência e intensidade de dor nas costas, os hábitos de vida e o nível de estresse de escolares avaliados antes e durante a pandemia de COVID-19. Na amostra foram incluídos 134 escolares adolescentes, divididos em dois grupos, o Grupo Pré-Pandemia (GPP) e o Grupo Pandemia (GP). Ambos os grupos preencheram os questionários Back Pain and Body Posture Evaluation Instrument (BackPEI) e a Escala de Percepção de Estresse-10 (EPS-10). A homogeneidade dos grupos foi garantida por um processo de pareamento, a partir dos dados demográficos. O questionário BackPEI avaliou a presença, frequência e intensidade da dor nas costas e os hábitos de vida (prática e frequência de exercício físico, tempo diário utilizando o computador e de sono, e posturas adotadas para escrever, para sentar-se em um banco e para utilizar o computador). Já o questionário EPS-10 avaliou o nível de estresse. Foi realizada uma comparação entre os grupos utilizando os testes de Mann-Whitney e Qui-quadrado, com um nível de significância de 0,05. Os grupos apresentaram diferenças significativas quanto à intensidade da dor (p=0,031), com o GP apresentando dores mais intensas. Ainda, houve diferenças quanto aos hábitos de vida, sendo um deles os de sono, onde o tempo de sono se mostrou mais adequado no GP (7h a 9h/dia; p=0,002). Entretanto, o GP utilizou o computador por mais horas no dia (6 horas ou mais; p=0,048). O GPP, por outro lado, apresentou maior frequência de escolares realizando prática de atividade física (85,7%; p=0,012), contudo o GP apresentou mais escolares que competem nas modalidades que praticam (47,6%; p=0,016). Com relação ao nível de estresse e a prevalência de dor nas costas, entre os grupos não foram constatadas diferenças. Os achados do estudo colocam um desafio para a área da saúde, ou seja, encontrar meios de engajar e oportunizar os jovens em alguma prática de exercício físico regular, mesmo em período de isolamento, para que se mantenham ativos e conscientes dos benefícios desse estilo de vida mais ativo.
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