Jogo digital, cultura real: cultura indígena mediada pelas TDIC / Digital game, real culture: indigenous culture mediated by ICTs
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n3-129Keywords:
cultura indígena, étnico-raciais, jogo digital, tdic.Abstract
Devido à educação eurocêntrica que recebemos ao longo da trajetória escolar, os preconceitos que permeiam a sociedade podem ser reproduzidos consciente ou inconscientemente no ambiente escolar, seja no cotidiano das relações sociais de alunos entre si e de alunos com professores, seja nos instrumentos de trabalho docente (MUNANGA, 2005). Nesse sentido, em virtude da necessidade de um trabalho que trate da Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) com o uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), o desenvolvimento do projeto intitulado “Jogo digital, Cultura real”, desenvolvido com turmas de 4º e 5º ano da Escola Municipal Sebastiana Silveira Pinto da Rede de Ensino de Uberlândia- MG, teve por foco mitigar e desconstruir preconceitos raciais no ambiente escolar. Configurando-se como uma ação de implementação da Lei nº 11.645/2008, que torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena nos estabelecimentos de ensino da educação básica. A metodologia do projeto se orientou nas respostas às seguintes perguntas: Quais as possibilidades do uso das TDIC no processo de um ensino-aprendizagem para a educação das relações étnico-raciais? Qual o nosso olhar a respeito da população indígena brasileira? Há uma visão estereotipada no que tange a elementos como cultura, religião, alimentação, medicina, manifestações folclóricas, artesanatos, instrumentos musicais e habitação? Como está o uso das TDIC pelos povos indígenas? Para responder a essas perguntas, as atividades desenvolvidas pautaram-se na temática étnico-racial, tendo como aporte as TDIC. Assim, foram aplicados jogos que abordam a cultura dos povos originários do Brasil, tanto com o objetivo de verificar os conhecimentos prévios sobre a população indígena, como para atuar na superação de estereótipos. Na sequência do projeto, foi realizada uma roda de conversa com o designer de games Guilherme Pinho Menezes e integrantes da comunidade indígena do Acre, Huni Kuin (Kaxinawá).
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