Avaliação do impacto de sintomas psiquiátricos na qualidade de vida em pacientes com doença de Parkinson / Evaluation of the impact of psychiatric symptoms on quality of life in patients with Parkinson's disease
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n2-290Keywords:
Doença de Parkinson, Depressão, AnsiedadeAbstract
INTRODUÇÃO: A doença de Parkinson é uma moléstia neurodegenerativa decorrente da destruição de neurônios dopaminérgicos da substância nigra pars compacta e possui, além dos sintomas motores clássicos — bradicinesia, rigidez muscular, instabilidade postural e tremor em repouso —, os não-motores, como ansiedade e depressão, os quais impactam na qualidade de vida. OBJETIVO: Conhecer o perfil clínico epidemiológico dos pacientes com doença de Parkinson e avaliar se essa população possui alguma associação com depressão e ansiedade e os impactos na qualidade de vida desses doentes. METODOLOGIA: Foram aplicados os questionários Parkinson Disease Questionnaire (PDQ-8), Inventário de Depressão de Beck (BDI) e Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS) pelos acadêmicos e as escalas de Hoehn e Yahr e Unified Parkinson's Disease Rating Scale (UPDRS) por neurologistas. Após as respostas dos questionários, os dados foram tabulados no programa Excel e analisados pelo software R. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Perfil epidemiológico demonstrou uma prevalência masculina com média de idade de 63 anos, pacientes em geral com baixo comprometimento motor (avaliados por Hoehn e Yahr e UPDRS III). Os sintomas depressivos e ansiosos foram mais frequentes na população com Parkinson que no controle, com uma prevalência de sintomas depressivos leves. Não se obteve uma correlação forte entre sintomas motores, depressão e ansiedade e, na relação entre qualidade de vida do paciente com Parkinson com depressão e ansiedade, nota-se que quanto mais sintomas depressivos e/ou ansiosos, maior o impacto na qualidade de vida. CONCLUSÃO: O perfil epidemiológico é levemente predominante para homens em torno de 63 anos e a depressão e ansiedade possuem associações estatísticas com a Doença de Parkinson e qualidade de vida, entretanto os sintomas motores não possuem forte correlação com esses sintomas psiquiátricos.
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