Principais formas de tratamento de patologias de membros inferiores em idosos - análise de casos clínicos / Main forms of treatment of lower limb pathologies in the elderly - analysis of clinical cases
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n2-256Keywords:
Envelhecimento, Mobilidade, Qualidade de vida.Abstract
O aumento no consumo de medicamentos pela população idosa é devido a prevalência de doenças crônicas, a fisiologia do envelhecimento, a influência farmacêutica na prescrição e na medicalização presente na formação de profissionais da saúde. O aumento significativo da população idosa é refletido nos serviços de saúde pela prevalência de doenças crônicas e degenerativas (LIMA et al., 2016). O tratamento em indivíduos com patologias crônicas de membro inferior demonstrou o uso frequente de programas de exercícios terapêuticos, obtendo um resultado bastante eficiente, com a melhora dos sintomas clínicos referentes à dor, à função física e à mobilidade (SANTOS et al., 2019). Para a osteoartrite (OA), forma mais comum de doença articular e que pode levar às limitações das atividades diárias, o tratamento é multimodal e tem o objetivo de controlar a dor, melhorar a função da articulação e educar o paciente, sendo composto pela associação entre terapia farmacológica e não farmacológica (SILVA et al., 2019). Analisar os tratamentos utilizados ao tratar patologias de membro inferior que afetam a vida do idoso. Pesquisa de natureza quali-quantitativa, descritiva, com recorte transversal, de dados longitudinais. Através de uma pesquisa de campo, foram analisados 270 prontuários de pacientes com mais de 65 anos que apresentam comprometimento de membro inferior, consultados entre janeiro de 2018 a agosto de 2019, após aprovação do Comitê de Ética da instituição (número do parecer de aprovação: 3.524.111), para que fossem analisadas variáveis como tipo de patologia, conduta acerca do tratamento e outras informações sobre o estilo de vida que foram relevantes. As patologias encontradas foram divididas em subgrupos, das quais as condutas abordadas para o diagnóstico e tratamento foram classificadas de acordo com o grupo farmacológico e demais orientações e exames. No subgrupo artrose, nas condutas utilizadas, 64,8% correspondem a classe medicamentosa, 21,3% exames, 13% orientações. No estudo, a patologia com maior incidência foi a osteoartrite (OA), tendo como principal conduta o medicamentoso (60,4%), destacando-se analgésicos e anti-inflamatórios. Para Pereira et al. (2006), a OA é a doença articular mais prevalente e também a principal causa de dor e incapacidade na população idosa e seu tratamento deve ser multidisciplinar. Também houve destaque a gonartrose, que tem como principal conduta o uso de medicamentos (68%), ressaltando os homeopáticos e outros (23%); e coxartrose, que a principal conduta foi o uso de medicamentos (66%), destacando os AINEs (18%). A conduta mais recorrente em ambos os sexos e na maior parte das patologias analisadas foi a medicamentosa, destacando-se o uso de anti-inflamatórios não esteroidais. Uma vez que existe uma medicalização presente na formação de profissionais da saúde e elevada influência farmacêutica na prescrição, a conduta medicamentosa é adotada como forma de tratamento da maioria das patologia de membro inferior. Contudo, considerando-se que o paciente idoso muitas vezes já é portador de alguma outra patologia e realiza tratamento para tal, a conduta da patologia de membro inferior, que muitas vezes é focada na resolução da dor, deve abordar o paciente como um todo, adotando outras formas de tratamento não somente a medicamentosa, evitando assim a polifarmácia.
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