Percepção de alunos de medicina sobre práticas sexuais não reprodutivas / Medical students' perception of non-reproductive sexual practices
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n2-161Keywords:
educação médica, medicalização, teoria queer, humanidades na saúde, sexualidadeAbstract
O presente trabalho tem como objetivo levantar trilhas de compreensão sobre a visão de estudantes de Medicina da USCS campus São Paulo acerca de práticas sexuais não-reprodutivas. Sabe-se que a medicina é um dispositivo regulador da sexualidade, atuando como moralizante e produtor de um julgamento imposto pelo médico e seus saberes científicos sobre o que são práticas sexuais diversas, como parafilias e perversões, portanto, é imputado estigma ao corpo que carrega esse fenômeno, tentando decompô-lo ao que se julga normal no campo médico. É de suma importância que haja uma compreensão da diversidade sexual por esse médico, para que ele atue de forma empática e não-violenta, tratando o indivíduo sem docilizá-lo ao que se pensa ser não-patológico. Como estratégia metodológica, utilizamos o grupo focal, que permite o exame dos valores, sentido oculto e representações sociais a partir da análise de conteúdo, com estudantes de Medicina do campus USCS São Paulo, que tiveram espaço para dialogar e interagir em grupo. Os dados sugerem que apesar de receberem algum tipo de treinamento sobre a temática sexualidade, ainda restam evidências da posição normativa da medicina sobre a visão do aluno face o sexo e suas variantes. O estudo aponta para uma necessidade de se ampliar essa discussão na formação médica, trazendo elementos de outros saberes que tensionam o modelo biomédico de controle dos corpos, outros estudos quali-quantitativos são requeridos para dar continuidade à hipótese desta pesquisa.
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