Planejamento das ações de vigilância e controle da Leishmaniose Tegumentar Americana baseado na estratificação de risco do Ministério da Saúde na Microrregião de Saúde de Aquidauana-MS / Planning of surveillance actions and control of American Tegumentary Leishmaniosis based on the Ministry of Health risk stratification at the Health Microregion of Aquidauana-MS
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n2-056Keywords:
Doenças endêmicas, epidemiologia, leishmaniose mucocutânea, atenção primária à saúde, apoio ao planejamento em saúde.Abstract
Elaborar um Plano de Ação da Vigilância para a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) baseado na estratificação de risco do Ministério da Saúde na microrregião de saúde de Aquidauana-MS para o período de 2021-2025. Estudo descritivo utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) de 2016-2018. Incluíram-se todos os casos novos (CN), autóctones de LTA do estado, microrregionais e municípios para o cálculo do Índice Composto da LTA (ICLTA) e classificação de risco de transmissão (baixo, médio, alto, intenso e muito intenso). Dados sociodemográficos e epidemiológicos da microrregião de saúde de Aquidauana (2016-2018) foram analisados, e prescrições de tratamento de 2018. Estes dados analisados subsidiaram os técnicos dos municípios na elaboração do Plano da Ação da Vigilância da LTA (PAVLTA) para 2021-2025. Entre 2016-2018 o estado registrou 222 CN (taxa média incidência 2,72/100.000 hab.) e ICLTA de 74,00, variando nas 11 microrregiões de saúde de 3,49 em Três Lagoas (risco baixo) a 19,99 em Naviraí (risco muito intenso). A microrregião de saúde de Aquidauana registrou 36 CN (taxa média incidência 9,00/100.000 hab.) e ICLTA de 7,89 (risco alto). Os dados consolidados evidenciaram os seguintes percentuais: sexo masculino (72,22%), acima de 50 anos e raça/cor parda (50,00%), residência na zona rural (52,78%), tratados com antimoniato de meglumina (52,78%), cura (75,00%) e 3 óbitos (8,33%). A diluição em 100 ml ou mais de soro glicosado a 5% (54,55%) prevaleceu na infusão. Cada município elaborou seu plano utilizando a matriz 5W2H. Este PAVLTA ampliou a responsabilidade local no controle da doença incluindo a atenção primária, previram treinamentos para melhoria da assistência e ações de controle da endemia e sugestão pelo pesquisador de acompanhamento da execução do plano pelas instâncias superiores.
References
Anversa L, Tiburcio MGS, Richini-Pereira VB, Ramirez LE. Human leishmaniasis in Brazil: A general review. Rev Assoc Med Bras. 2018;64(3):281-89.
Zicker F, Albuquerque PC, Fonseca BPF. Doenças tropicais negligenciadas: uma agenda inacabada – Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz, 2019. 45 p. – (Textos para Discussão; n. 35).
Pan American Health Organization. Departamento de Enfermedades Transmisibles y Análisis de Salud. Plan de acción para fortalecer la vigilancia y control de las Leishmaniasis en las Américas 2017-2022. Disponível em: <https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/34144>
Pan American Health Organization. Leishmanioses: Informe Epidemiológico das Américas: N. 9, dez. 2020. Washington, DC: PAHO; 2019.Disponível em: http://iris.paho.org/xmlui/handle/123456789/50505
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças transmissíveis. Manual de vigilância da leishmaniose tegumentar, Brasília: DF, Ministério da Saúde, 2017,189 p.
Piovesan A. Epidemiologia da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) no estado do Mato Grosso do Sul no período de 2001 a 2010. (Mestrado) Rio de Janeiro:Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, 2012. 110 p.
Dorval ME, Oshiro ET, Cupolillo E, Castro AC, Alves T. Ocorrência de leishmaniose tegumentar americana no Estado Mato Grosso do Sul associada à infecção por Leishmania (Leishmania) amazonensis. Rev Soc Bras Med Trop. 2006;39(1):43-46.
Andrade ARO, Nunes V L B, Galati EAB, Arruda CCP, Santos MFC, Rocca MEG, et al. Epidemiological study on leishmaniasis in an area of environmental tourism and ecotourism, State of Mato Grosso do Sul, 2006-2007. Rev Soc Bras Med Trop. 2009;42(5):488-93.
Lima-Junior MSC, Andreotti R, Dorval MEMC, Oshiro ET, Oliveira AG, Matos, M FC. Identificação de espécies de Leishmania isoladas de casos humanos em Mato Grosso do Sul por meio da reação em cadeia da polimerase. Rev Soc Bras Med Trop. 2009; 42(3):303-08.
Dorval MEC, Alves TP, Cristaldo G, Rocha HC, Alves MA, Oshiro ET. et al. Sand fly captures with Disney traps in area of occurrence of Leishmania (Leishmania) amazonensis in the state of Mato Grosso do Sul, mid-western Brazil. Rev Soc Bras Med Trop. 2010;43(5):491-95.
Nunes VLB, Galati EAB, Cardozo C, Rocca MEG, Andrade ARO, Santos MFC, et al. Study of phlebotomines (Diptera, Psychodidae) in the urban area of Bonito municipality, Mato Grosso do Sul, Brazil. Rev Bras Entomol. 2008;52(3):446-51.
Castro LS, França AO, Ferreira EC, Hans-Filho G, Higa-Junior MA, Gontijo CMF, et al. Leishmania infantum as a causative agent of cutaneous leishmaniasis in the state of Mato Grosso do Sul, Brazil. Rev Inst Med Trop São Paulo. 2016;58:23.
Behr A, Moro ELS, Estabel LB. Gestão da biblioteca escolar: metodologias, enfoques e aplicação de ferramentas de gestão e serviços de biblioteca. Ci Inf. 2008;37(2):32-42.
Nasser N, Erisson W. Perfil epidemiológico da Leishmaniose Tegumentar Americana no município de Blumenau-SC. ACM Arq Catarin Med. 2017; 46(3):28-38.
Ribeiro HD, Moraes, SC, Katagiri S. Fatores de risco, controle e profilaxia da leishmaniose tegumentar americana no município de Nobres - Mato Grosso. Braz J Hea Rev. 2018;1(1):81-95.
Pezente LG, Benedetti MSG. Perfil Epidemiológico da Leishmaniose Tegumentar Americana no Estado de Roraima, Amazônia, Brasil, entre 2007 e 2016. Braz J Hea Rev. 2019;2(2):1734-42.
Fernandes EFL, Anunciação VS. Impactos de eventos climáticos extremos e seus reflexos na cidade de Aquidauana-ms. Revista Geonorte. (Ed. Esp), 2012;3(4):707-20.
Lima AP, Minelli L, Teodoro U, Comunello E. Distribuição da leishmaniose tegumentar por imagens de sensoriamento remoto orbital, no Estado do Paraná, Brasil. An Bras Dermatol. 2002;77:681-92.
Silva A, Latorre, MRDO, Galati, EAB. Fatores relacionados à ocorrência de leishmaniose tegumentar no Vale do Ribeira. Rev Soc Bras Med Trop. 2010;43(1): 46-51.
Negrão GN, Ferreira MEMC. Considerações sobre a Leishmaniose Tegumentar Americana e sua Expansão no Território Brasileiro. Rev Percurso. 2014;6(1):147-68.
Rodrigues MGA, Brito-Sousa JDD, Dias ALB, Monteiro WM, Sampaio VS. The role of deforestation on American cutaneous leishmaniasis incidence: spatial-temporal distribution, environmental and socioeconomic factors associated in the Brazilian Amazon. Trop Med Int Heal. 2019;24(3):348-55.
Almeida SCB, Silva MAC, Cardoso CO, Souza OF. Aspectos epidemiológicos da leishmaniose tegumentar americana no estado do acre (2007-2015). South Am J Bas Educ Tech Technol. 2019;6(1):38-47.
Grangeiro-Júnior CRP, Pimentel JVC, Teixeira-Júnior AG, Jesus AF, Galvão TCF; Souza LAA et al. American cutaneous leishmaniasis in a northeast Brazilian city: clinical and epidemiological features. Rev Soc Bras Med Trop. 2018;51(6):837-42.
World Health Organization. Report of a meeting of the WHO Expert Committee on the Control of Leishmaniases. Geneva, 22–26 March; 2010. https://apps.who.int/iris/handle/10665/44412
Bedoya SJ, Martins ACC, Pimentel MIF, Souza CTV. Estigmatização social pela leishmaniose cutânea no estado do Rio de Janeiro, Brasil. Reciis – Rev Eletron Comun Inf Inov Saúde. 2017;11(3):1-12.
Bezerra JMT, Araújo VEM, Barbosa DS, Martins-Melo FR, Werneck GL, Carneiro M. Burden of leishmaniasis in Brazil and federated units, 1990-2016: Findings from Global Burden of Disease Study 2016. PLoS Negl Trop Dis. 2018;12(9):e0006697.
Gonçalves, AFLS, Lima SS, Silva APSC, Barbosa CC. Spatial dynamics and socioeconomic factors correlated with American cutaneous leishmaniasis in Pernambuco, Brazil from 2008 to 2017. Rev. Soc. Bras. Med. Trop. 2020;53:e20190373:
Haak TC. Perfil epidemiológico, clínico e laboratorial das leishmanioses e da coinfecção leishmaniose-hiv no Brasil e levantamento de dados da coinfecção LVA-HIV no período de 2007 a 2013. Trabalho de Conclusão do Curso – CCD-Instituto Adolfo Lutz, Sorocaba, 2016.52 p.
Silva AP, Medeiros EB, Gomes-Netto JLM, Wanderley FS. Estudo epidemiológico de Leishmaniose Tegumentar Americana em Alagoas, no período de 2010 à 2018. Diversitas Journal, 2021;6(2):2351-64.
Gomes CM, Damasco FS, Moraes OO, Paula CDR, Sampaio RNR. Recurrent cutaneous leishmaniasis. An. Bras. Dermatol. 2013;88(3):462-4.
Tanaka OU, Tamaki EM. O papel da avaliação para a tomada de decisão na gestão de serviços de saúde. Ciênc Saúde Coletiva. 2012;17(4):821-8.

