Perfil epidemiológico do escorpionismo em humanos no estado do amazonas entre os anos de 2018 e 2019 / Epidemiological profile of scorpionism in humans in the state of amazon between 2018 and 2019
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n2-048Keywords:
Acidentes, escorpiões, estudo retrospectivo, região Norte, zona rural.Abstract
Os acidentes por animais peçonhentos são bastante comuns na rotina clínica médica, sendo que entre eles, o escorpionismo se destaca. É considerado um agravo que anualmente apresenta uma significativa casuística por todo o território brasileiro, acometendo diversos indivíduos. O objetivo deste estudo foi realizar a caracterização epidemiológica dos acidentes causados por escorpiões no estado do Amazonas, durante o período de janeiro de 2018 a dezembro de 2019, através do acesso ao banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN, disponibilizado pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – FVS/AM, e dessa forma realizar a caracterização epidemiológica deste agravo a partir das variáveis: mês e ano de maior incidência, idade, sexo, raça, município de ocorrência, zona do agravo, tempo decorrido entre a picada e o atendimento, local da picada, manifestações clínicas como dor, edema, equimose, necrose e outros sintomas, classificação do caso, soroterapia, principais ocupações dos pacientes, acidente relacionado ao trabalho, e por fim evolução do caso. Foram confirmados 972 casos, com a maior ocorrência entre janeiro e maio, sendo a média de idade 31 anos, com maior prevalência em pacientes com idade inferior a 40 anos. Quanto ao gênero, a maioria foi em homens, totalizando 59,05% das notificações. Apuí, Itacoatiara e Parintins foram os municípios com maior quantitativo de casos. O tempo de atendimento com maior destaque foi o que compreendia de 0 a 1 h após o acidente, englobando 43,62% dos casos. Pés foram as regiões anatômicas mais atingidas pelas picadas, com 29,01% das notificações. Cerca de 67,59% dos casos foram classificados como leves, e quanto à evolução, 97,53% dos casos evoluíram para cura. Os resultados indicam que, apesar dos acidentes serem em sua maioria considerados leves, ainda sim representam um desafio para a saúde pública do estado, principalmente pelo fato destes acidentes ocorrerem em todos os municípios do Amazonas. Alguns fatores como falta de equipamentos de proteção individual, baixo conhecimento acerca das espécies envolvidas e principalmente a distribuição geográfica dos pacientes, contribuíram para incidência dos agravos.
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