Metodologias ativas no ensino superior: a sala de aula invertida aplicada no ensino presencial e ensino remoto, em uma unidade curricular profissionalizante do curso de engenharia de Minas / Active methodologies in higher education: the flipped classroom applied to face-to-face teaching and remote teaching, in a professionalizing curricular unit of the Mining Engineering course
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n2-024Keywords:
Sala de Aula Invertida, Didática, Engenharia, BiCT, Metodologia Ativa.Abstract
Foi realizado um estudo comparativo sobre a aplicação da metodologia de Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom) em uma Unidade Curricular ministrada no âmbito do Curso de Engenharia de Minas de uma Universidade Federal situada no Sul do Estado de Minas Gerais, em semestres de ensino presencial e períodos de ensino remoto. Nos dois cenários, a receptividade de utilização da metodologia foi acompanhada por meio de aplicação de formulários avaliativos aos estudantes, rodas de conversas, assim como pela análise de rendimento nas atividades avaliativas. O acompanhamento foi realizado em quatro semestres de ensino presencial (2018 e 2019) e dois períodos de ensino remoto (2020). A análise permitiu delimitar duas categorias: uma, relativa a questões gerais a respeito do uso da metodologia nos dois contextos de ensino (quando comparados a um cenário de metodologias de ensino tradicionais), e outra relativa às impressões especificamente quanto ao ensino remoto. A análise dos dados permitiu a verificação de que o uso da metodologia é bastante positivo para a aprendizagem no âmbito da Unidade Curricular analisada, quando comparada ao ensino tradicional. Porém, verifica-se certa resistência de parte dos discentes em sua aplicação, pois a dedicação que deles se requer é maior, uma vez que eles se tornam protagonistas de seu processo de aprendizagem e isso provoca uma mudança da cultura estudantil, movimento na dimensão pedagógica que, ainda, exige bastante investimento institucional.
References
ARAUJO, I. S.; MAZUR, E. Instrução pelos Colegas e Ensino sob Medida: Uma proposta para engajamento dos alunos no processo de ensino-aprendizagem de Física. Caderno Brasileiro de Ensino de Física, Florianópolis, v. 30, n. 2, p. 362-284, 2013.
BERBEL, N. A. N. As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas, Londrina, v. 32, n.1, p. 25-40, 2011. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminasoc/article/view/10326>.Acesso em: 10 jun. 2021.
BERGMANN, J.; SAMS, A. Flip your classroom: Reach every student in every class every day. USA: ISTE, 2012.
BOEKAERTS, M. Self-regulated learning at the junction of cognition and
motivation. European Psychologist, 1 (2), 1996, p. 100-112.
COCHRAN-SMITH, M. A tale of two teachers: Learning of teach over time. Kappa Delta pi Record, july-sept, 2012, p. 108-122.
COCHRAN-SMITH, M.; LYTLE, S. Inside/outside: Teacher research and knowledge. New York: Teachers College Press, 1993.
COCHRAN-SMITH, M.; LYTLE, S. Relationships of knowledge and practice: teacher learning in communities. In: IRAN-NEJAD, A.; PEARSON, P. D. Review of research in education. Washington: American Educational Research Association, 1999, p. 249–305.
COCHRAN-SMITH, M.; LYTLE, S. Teacher Learning Communities. In: GUTHRIE, J. (ed.). Encyclopedia of Education. 2nd Edition. New York: Macmillan, 2002.
CUNHA, M. I. O bom professor e sua prática. Campinas: Papirus, 1994.
CUNHA, M. I. O professor universitário na transição de paradigmas. Araraquara: Junqueira & Marin Editora, 1998.
FLIPPED LEARNING NETWORK (FLN). The four pillars of F-L-I-P. South Bend. In: Flipped Learning, 2014. Disponível em: http://www.flippedlearning.org/domain/46 Acesso em: 20 jun. 2021.
HECKMAN, J. J. Schools, skills, and synapses. Economic Inquiry, v. 46, n. 3, p. 289–324, 2008.
HECKMAN, J. J.; KAUTZ, T. Hard evidence on soft skills. Labour Economics, v. 19, n. 4, p. 451–464, 2012.
LOON, M., BELL, L. The Moderating Effects of Emotions on Cognitive Skills. Journal of Further and Higher Education, 42 (5),2018, p. 694–707. doi:10.1080/0309877X.2017.1311992.
MITRE et al. Metodologias ativas de ensino-aprendizagem na formação profissional em saúde: debates atuais. Ciências & saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 13, Supl.2, p. 2133-2144, 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232008000900018&script=sci_arttext>. Acesso em: 9 jun. 2021.
NOVAK, G. M. et al. Just-in-Time Teaching: blending active learning whit web technology. Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall, 1999, p. 188. Disponível em: <http://jittdl.physics.iupui.edu/jitt/>. Acesso em: 13 jun. 2021.
PINTO et al. Inovação didática: projeto de reflexão e aplicação de metodologias ativas de aprendizagem no ensino superior: uma experiência com Peer Instruction. Janus, Lorena, SP, v. 9, n. 5, p. 75-87, 2012. Disponível em: <http://publicacoes.fatea.br/index.php/janus/article/view/582/412>. Acesso em: 9 jun. 2021.
PRINCE, M. Does active learning work? A review of the research. Journal of Engineering Education, v. 93, n. 3, p. 223-231, 2004. Disponível em: <http://www4.ncsu.edu/unity/lockers/users/f/felder/public/Papers/Prince_AL.pdf>. Acesso em: 2 mai. 2021.
ROCHA, H. M.; LEMOS, W. M. Metodologias ativas: do que estamos falando? Base conceitual e relato de pesquisa em andamento. In.: Simpósio Pedagógico e Pesquisa em Comunicação, 9, 2014. Anais... Rio de Janeiro: SIMPED, 2014. Disponível em:<http://www.aedb.br/wpcontent/uploads/2015/05/41321569.pdf.> Acesso em: 20 jun. 2021.
ROSÁRIO, P. Diferenças processuais na aprendizagem: Avaliação alternativa
das estratégias de autorregulação da aprendizagem. Psicologia, Educação
e Cultura, 1 (1), 2001, p. 87-102.
ROSÁRIO, P.; NÚÑEZ, J. C.; GONZÁLEZ-PIENDA, J. Cartas do Gervásio ao seu Umbigo: comprometer-se com o estudar na educação superior. Versão adaptada para a edição brasileira por Soely Polydoro e Fernanda Andrade de Freitas. São Paulo: Almedina, 2012.
SANCINETTI, G. P., XAVIER, A. R. C. Metodologia Ativa no processo avaliativo: Relato de uma experiência na unidade curricular Engenharia das Reações Químicas. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.7, n.11, p. 107383-107400 nov. 2021.
SANTOS JUNIOR , V. B.; MONTEIRO, J. C. Educação e covid-19: as tecnologias digitais mediando a aprendizagem em tempos de pandemia. Revista Encantar - Educação, Cultura e Sociedade, Bom Jesus da Lapa, v. 2, p. 01-15, jan./dez. 2020.
SHARP, J. B. et al. The Academic Boredom Survey Instrument (ABSI): a measure of trait, state, and other characteristic attributes for the exploratory study of student engagement, Journal of Further and Higher Education, v. 45, ed. 9, 2021, p. 1253-1280, DOI: 10.1080/0309877X.2021.1947998
SILVA, D. J. P.; XAVIER, A. R. C. Ensino universitário de física: uma experiência de metodologia de ensino e de avaliação com foco no processo. Brazilian Journal of Development, v.8, n.1, Curitiba, jan. 2022, p. 295-313.
TEIXEIRA, G. P. Flipped classroom: um contributo para a aprendizagem da lírica camoniana. Lisboa: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova Lisboa, 2013.. 167 f. Dissertação (Mestrado em Gestão de Sistemas de ELearning). Disponível em: <http://run.unl.pt/bitstream/10362/11379/1/29841_Teixeira_FlippedClassroom_LiricaCamoniana.pdf>. Acesso em: 13 jun. 2021.
TOLOMEI, B. V. A. Gamificação como Estratégia de Engajamento e Motivação na Educação. EaD em Foco, 7 (2), p. 145 156, 2017. Disponível em: http://eademfoco.cecierj.edu.br/index.php/Revista/article/view/440 Acesso em: 25/maio/2021.
TREVELIN, A. T. C.; PEREIRA, M. A. A.; OLIVEIRA NETO, J. D. A utilização da “sala de aula invertida” em cursos superiores de tecnologia: comparação entre o modelo tradicional e o modelo invertido “Flipped Classroom” adaptado aos estilos de aprendizagem. Journal of Learning Styles, v. 6, n. 12, 2013. Disponível em: <http://learningstyles.uvu.edu/index.php/jls/article/view/12>. Acesso em: 19 outubro 2021.
VALENTE, J. A. Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida. Educar em Revista, Curitiba, n. 4, p. 79-97, 2014.
VASCONCELLOS, C. S. Metodologia Dialética em Sala de Aula. Revista de Educação AEC, Brasília, n. 83, abril 1992.

