Emergências obstétricas: importância da prevenção através do atendimento precoce qualificado e humanizado / Obstetric emergencies: importance of prevention through qualified and humanized early care
DOI:
https://doi.org/10.34117/bjdv8n1-544Keywords:
Emergência, Obstetrícia, Prevenção, Mortalidade, Humanização.Abstract
Visto a recorrência de quadros de emergências no ambiente hospitalar, sabe-se que a emergência obstétrica possui caráter de alto risco, pois ameaça à saúde materna e fetal, necessitando, portanto, de atendimento imediato interventivo via equipe capacitada (NASCIMENTO, 2021). Para compreensão desse processo é preciso diferenciar as causas obstétricas em linhas diretas e indiretas: as diretas se referem à gravidez, parto ou puerpério por tratamento inapropriado, enquanto as causas indiretas são relacionadas às doenças que antecedem a gestação ou se agravaram por mudanças naturais do período gestacional (MARTINS e SILVA, 2021). O objetivo do presente resumo é identificar a prevalência das emergências obstétricas no Brasil e a importância do atendimento qualificado e humanizado para que esses eventos sejam evitados. O resumo em questão representa uma revisão bibliográfica qualitativa pautada em informações coletadas de publicações e periódicos científicos encontrados nas plataformas científicas de busca (SciELO, PubMed, Google Acadêmico). Para a pesquisa dos artigos foram utilizados indicadores significativos como mortalidade materna, emergência obstétrica e os descritores emergência e obstetrícia. De acordo com os estudos analisados, as patologias obstétricas com importância na mortalidade gestacional ocorreram em aproximadamente 20% das gestantes (MATOSO e LIMA, 2021). Sendo que, 95% dos óbitos maternos teriam sido evitados se as gestantes tivessem um acesso adequado, eficiente e seguro aos serviços de saúde na atenção primária (MARTINS e SILVA, 2021). Nesse cenário, o ideal é que houvesse uma qualificação no serviço primário para que os profissionais da rede atuassem precocemente. Essa preparação dos profissionais evitaria a chegada das gestantes em departamentos de emergência com um quadro crítico que, por muitas vezes, demandará de uma equipe maior, necessitará de mais recursos e, consequentemente, afetará o sistema de saúde pública em âmbito financeiro (MATOSO e LIMA, 2021). O Ministério da Saúde descreve algumas emergências obstétricas mais comuns, como: síndromes hemorrágicas, quadros infecciosos, comprometimento no desenvolvimento fetal, possível quadro de pré-eclâmpsia, gestante hipertensa com sinais evidentes de eclâmpsia, eclâmpsia propriamente dita com crises de convulsão, importante redução do líquido amniótico (oligodrâmnio) e óbito do feto (NASCIMENTO, 2021). As principais emergências são hemorragia transvaginal, presença anormal de contração uterina e ausência de movimentação do feto (FRANCO et al, 2021). Portanto, para que seja possível otimizar os atendimentos emergenciais e reduzir as complicações gestacionais, faz-se necessário a atuação adequada na atenção básica, propagando informações quanto a importância de se realizar o pré-natal, educação em saúde quanto aos sinais e sintomas que podem sugerir a gênese de algum processo patológico, bem como, informá-las sobre seus direitos enquanto gestante e mulher.
References
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